Singularidades de uma Toponímia de Lisboa

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Abrimos neste Dia de Finados um espaço sobre a Toponímia de Lisboa porque essa é justamente uma das singularidades que a caracterizam.

A Câmara Municipal de Lisboa foi a primeira autarquia do país a ter uma Comissão Municipal de Toponímia, um órgão consultivo para esta matéria, nascido em 1943 e que nos seus pareceres incluiu a indicação de que apenas se dariam nomes de figuras já falecidas às ruas lisboetas.

Esta Comissão criada por Despacho do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa de 26 de outubro de 1943 , realizou a sua primeira reunião em 27 de novembro de 1943 e era composta por quatro elementos: o  Vereador Dr. João Couto que presidia e, os vogais Engº Augusto Vieira da Silva como representante da Academia das Ciências de Lisboa, Luís Pastor de Macedo como representante do Grupo dos Amigos de Lisboa e o Dr. Jaime Lopes Dias que era o Diretor dos Serviços Centrais da CML.

E logo na segunda reunião da Comissão, em 14 de dezembro de 1943, foi estabelecida como uma das bases de trabalho «(…), quanto ao futuro, parecer não merecer a pena estabelecer quaisquer regras a não ser a que determine que só um ano depois do falecimento da pessoa cuja memória se deseja homenagear, é que se poderá tomar qualquer deliberação nêsse sentido.» E desde essa data que na Toponímia de Lisboa apenas se homenageiam pessoas já falecidas, com uma única exceção que consagrou numa Avenida o então papa João Paulo II, por ocasião da sua visita a Lisboa em maio de 1983.

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