O Império posto na Praça em Belém

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Freguesia de Santa Maria de Belém – futura Freguesia de Belém

A Praça do Império foi projectada por Cottinelli Telmo para a Exposição do Mundo Português (23 de Junho a 2 de Dezembro de 1940), evento de que era o Arquitecto-chefe e, é a imagem de monumentalidade do Estado Novo. Esta praça em frente ao Mosteiro dos Jerónimos foi o palco privilegiado da Exposição do Mundo Português – que comemorava o 8º Centenário da Fundação de Portugal e o 3º Centenário da Restauração da Independência – e foi por isso reordenada e dotada de um jardim quadrangular, da autoria de Vasco Lacerda Marques. A Praça do Império incluiu ainda no centro uma grandiosa fonte luminosa do risco de António Lino, também conhecida como Fonte Monumental de Belém, com o motivo dominante de um jacto de água livre e pulverizado e, decorada com um friso exterior de 32 brasões do Império. O Império perpetuado nesta Praça também era já simbolizado pelo Mosteiro dos Jerónimos a que se juntou um Padrão dos Descobrimentos provisório (projecto de Cottinelli Telmo e escultura de Leopoldo de Almeida) que se tornou definitivo com betão revestido de pedra rosal de Leiria e inauguração a 9 de Agosto de 1960, no âmbito das Comemorações do 5º Centenário da Morte do Infante D. Henrique.

Frente à quinhentista praia do Restelo onde arribaram naus este espaço já antes houvera sido o Largo do Jerónimos, até a deliberação 20 de Maio de 1880 da Câmara Municipal de Belém o passar a denominar Praça Dom Vasco da Gama. E finda a Exposição do Mundo Português, por Edital de 29 de Abril de 1948, a Câmara Municipal de Lisboa reconheceu-lhe o nome de Praça do Império, localizando-a no documento como “A praça já conhecida por Praça do Império, situada em frente do Mosteiro dos Jerónimos e que compreende a antiga Praça D. Vasco da Gama e troços das antigas Ruas Paulo da Gama e Vieira Portuense.”

 

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