O escultor Jorge Vieira no Bairro Padre Cruz

Jorge Vieira 32

Em três ruas paralelas da 3ª Fase do Bairro Padre Cruz, todas com início na Rua de Barcelona, foram atribuídos, pelo Edital de 15 de Junho de 2000, os nomes de três professores universitários: o economista Francisco Pereira de Moura (na Rua A da 3ª Fase do Bairro Padre Cruz), o escultor Jorge Vieira (Impasse M da 3ª Fase do Bairro Padre Cruz) e a filóloga Maria Leonor Buescu (Rua B à Rua Professor Sedas Nunes no Bairro Padre Cruz).

Há 90 anos que Jorge Vieira nasceu lisboeta, na freguesia da Lapa, na então Travessa de Santa Gertrudes, que por Edital municipal de 25 de Fevereiro de 1926 se passará a designar Rua Dr. Teófilo Braga. De seu nome completo Jorge Ricardo da Conceição Vieira (Lisboa/16.11.1922 – 23.12.1998/Estremoz), formado na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e na Slade School of Fine Arts de Londres, foi o mais importante escultor português da década de 50 do século XX, tendo alcançado o Prémio da Tate Gallery de Londres num Concurso Internacional de Escultura promovido pelo Institute of Contemporary Arts com o seu Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido, que Beja colocou em 1994 na rotunda de acesso à cidade, a cidade a que ele doou o seu espólio para a abertura de um Museu.

Este escultor lisboeta foi um pioneiro no surrealismo e abstracionismo portugueses e o humor é uma característica constante da sua obra. E Lisboa, além de guardar a sua memória numa rua também o faz com a obra pública que dele teve ou tem exposta pela cidade, como o Bloco das Águas Livres (1956), o grupo escultórico da Boutique Madame Campos (1957) na Rua Alexandre Herculano, os baixos-relevos de pedra do interior da Estação de Metropolitano do Saldanha (1996), a escultura metálica da entrada dos Parque das Nações, vulgarmente conhecida como Homem Sol (1997) e, o conjunto com o grupo escultórico vermelho do parque de estacionamento da Praça do Município (1997).

Durante o ano de 1972 Jorge Vieira foi assistente de Escultura na ESBAL mas, não foi admitido como Professor por falta de confiança política. Depois de 1976 dá aulas na ESBAP e, mais tarde na ESBAL, na qual foi jubilado em 1992.

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