A Rua Vítor Santos no dia do 68º aniversário de A Bola

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Placa Tipo IV

Completam-se hoje 68 anos do nascimento do jornal A Bola e por isso recordamos o seu histórico chefe de redacção Vítor Santos, cuja memória denomina uma rua em Lisboa desde 1991.

Cinco dias após o falecimento de Vítor Santos, a moção de pesar nº 79/90, aprovada na sessão de Câmara de 26 de Dezembro de 1990, deliberou atribuir o seu nome a um arruamento de Lisboa, e a Comissão Municipal de Toponímia apontou para o efeito a Rua B da Urbanização da Horta Nova (à Estrada do Paço do Lumiar) que recebeu a designação de Rua Vítor Santos pelo Edital de 15 de Fevereiro de 1991 e, foi inaugurada oficialmente no mês seguinte (conforme reportagem de A Bola que publicaremos no post seguinte).

Vítor Gonçalves dos Santos (Alenquer/31.05.1923-21.12.1990/Lisboa) entrou para A Bola em 1 de Novembro de 1950, como colaborador e, não tendo sido fundador deste jornal desportivo, foi quem o potenciou para a sua actual dimensão acrescentando a qualidade que fez de A Bola uma referência prestigiada da História do jornalismo nacional.

O seu primeiro artigo n’ A Bola foi a crónica do Benfica-Oriental e, tornou-se redactor a 1 de Outubro de 1954, deixando então o Instituto Superior de Agronomia, onde chegara ao 3.º ano, tendo como colegas da redacção Carlos Pinhão, Aurélio Márcio e Silva Resende. Igualmente bem cedo o fundador Cândido de Oliveira o convidou a ocupar o cargo de chefe de redação da “equipa da Queimada” – por referência a estar sediada no nº 23 da Travessa da Queimada -, iniciando uma brilhante carreira no jornalismo português.

Também ainda hoje este jornalista é recordado na Académica por ter sido quem denominou essa equipa como “Pardalitos do Choupal”, na sua crónica ao jogo da vitória sobre o Benfica por 3 a 1 na época de 1961/1962. Vítor Santos foi ainda fundador com Alves dos Santos, Artur Agostinho, Mário Zambujal, Fernando Soromenho, Manuel Mota, Vítor Sérgio, Mário Cília, Vasco Resende, Carlos Pinhão, e, Aurélio Márcio, em 1966, do CNID – Clube Nacional de Imprensa Desportiva que institui um prémio com o seu nome para distinguir uma jovem promessa da imprensa escrita desportiva.

O Governo e o Presidente da República distinguiram a sua extraordinária carreira com a Medalha de Mérito Desportivo (1986) e a comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1990). Recebeu, igualmente, a Bola de Ouro, troféu que tem o apoio cultural da FIFA e distingue os principais nomes do jornalismo.

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Freguesia de Carnide

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