Fernando Assis Pacheco numa rua Campo de Ourique

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Nascido a 1 de Fevereiro, Fernando Assis Pacheco faria hoje o seu 76º aniversário e, Lisboa continua a guardar a memória deste jornalista e escritor, numa rua de Campo de Ourique, desde que o Edital de 9 de Fevereiro de 1999 deu o seu nome à Rua Particular à Rua Saraiva de Carvalho.

Fernando Santiago Mendes de Assis Pacheco (Coimbra/01.02.1937 – 30.11.1995/Lisboa) foi um jornalista, escritor, crítico literário, tradutor e apaixonado da arte de viver que durante muitos anos viveu em Campo de Ourique.

Como jornalista,  o Assis era capaz de arrancar histórias ao quotidiano e transformá-las em crónicas brilhantes, tendo deixado a sua marca inconfundível no Diário de Lisboa, no República, no JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias, no Musicalíssimo, na revista Visão, bem como no Se7e onde também foi director-adjunto  e, n’ O Jornal onde acumulou com as funções de chefe de Redacção e de critico literário.

A sua primeira obra Cuidar dos Vivos (1963), um conjunto de poemas de protesto político e cívico, publicada com o patrocínio paterno, já comporta o que serão os seus temas na poesia e na ficção: a experiência da Guerra Colonial e a realidade social e política. Da sua obra destaque-se a poesia de Câu Kiên: Um Resumo  (1972),  Memórias do Contencioso e Outros Poemas (1980), a antologia  Musa Irregular  (1991) ou a ficção de Walt  (1978) e de Os Trabalhos e Paixões de Benito Prada (1993) e, as publicadas postumamente como a poesia de Respiração Assistida (2003) e as crónicas de futebol publicadas no jornal Record em 1972 com o título de Memórias de um Craque  (2005).

Fernando Assis Pacheco, licenciado em Filologia Germânica, também traduziu obras de Pablo Neruda e de Gabriel García Marquez e foi colaborador da RTP. Viveu em Coimbra e, enquanto jovem foi actor de teatro (TEUC e CITAC) e redactor da revista Vértice, o que lhe permitiu privar de perto com Joaquim Namorado, Manuel Alegre e José Carlos de Vasconcelos. Entre 1961 e 1963 cumpriu o serviço militar em Portugal mas depois e, até 1965, esteve em Angola. Conhecido pelo seu sentido de humor ficou também popular por via da televisão como participante do concurso A Visita da Cornélia. Amante de livros e da vida morreu aos 58 anos, à porta da Livraria Buchholz, com um saco de livros acabadinhos de comprar na mão.

Freguesia de Campo de Ourique (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Campo de Ourique
(Planta: Sérgio Dias)

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