No Dia Mundial da Rádio a Rua de um locutor

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Placa Tipo II – Freguesia da Estrela
(Foto: Artur Matos)

No Dia Mundial da Rádio que hoje se comemora, evocamos um topónimo relacionado: a  Rua Jorge Alves, que desde 2005 (Edital de 6 de outubro) homenageia um profissional de Rádio e Televisão num arruamento junto da Rua do Quelhas, artéria onde no nº 2 nasceu a antena de rádio pública em Portugal, com inauguração oficial no dia 4 de agosto de 1935.

Jorge Pereira Alves (Parede/13.11.1914 – 30.09.1976/Lisboa) começou na rádio aos 18 anos, no então ainda posto amador da sua terra natal, que viria depois a transformar-se no Rádio Clube Português. Com essa experiência prévia conseguiu ser um dos primeiros profissionais da Emissora Nacional, casa onde aliás se manteve praticamente até à data da morte, com uma interrupção de dois anos, entre 1944 e 1946, período em que foi locutor da Voz da América, programa em português da NBC, em Nova Iorque e, onde teve ocasião de entrevistar figuras como o presidente dos EUA Harry Truman, o cineasta Orson Welles ou o actor Edward G. Robinson.

Na Emissora Nacional, foi sobretudo locutor e sonoplasta, nomeadamente do documentário radiofónico Domingo Sonoro, onde se passava a semana em revista, com a inclusão de um noticiário de última hora e, de um folhetim recreativo, cujo mais célebre foi Diálogos da Lélé e do Zequinha, interpretados por Irene Velez e Vasco Santana. O anúncio de «montagem de Jorge Alves» era sempre garantia de qualidade para os ouvintes. Não será por isto de estranhar que no filme A Menina da Rádio, de 1949, Jorge Alves tenha participado para interpretar justamente um locutor da Emissora Nacional.

Com o nascimento da televisão em Portugal, Jorge Alves passou a acumular as funções de ser um dos primeiros apresentadores da RTP, logo em 1957. Na década seguinte, Jorge Alves apresentou o programa Melodias de Sempre disfarçado de velho porteiro de teatro e, mais tarde, o seu Cartaz TV, guia semanal dos programas da estação televisiva, para além de conduzir o concurso Saber não faz mal com Maria José Baião.

Freguesia  da Estrela (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia da Estrela
(Planta: Sérgio Dias)

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