A rua do autor de Lisboa Sem Camisa

Placa Tipo II

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No 120 º aniversário do nascimento do lisboeta Armando Ferreira, autor da trilogia Lisboa Sem Camisa, recordamos que nesta cidade dá nome a uma rua da antiga Quinta de São João Baptista, por proposta do membro da Comissão Municipal de Toponímia Appio Sottomayor.

Este escritor e crítico teatral alfacinha que de sobremaneira escolheu Lisboa como seu tema está inscrito na toponímia da capital desde a publicação do Edital de 11/06/2001 e, a inauguração oficial do arruamento processou-se em conjunto com a de mais 8 nomes ligados ao teatro perpetuados em ruas da mesma zona: António Vilar, Arnaldo Assis Pacheco, Fernanda Alves, Fernando Gusmão, José Viana, Luís Oliveira Guimarães, Raul de Carvalho e Varela Silva.

Armando da Silva Ferreira (Lisboa/25.02.1893 – 03.12.1968/Lisboa), engenheiro e professor do Instituto Superior Técnico e do Instituto Industrial de Lisboa, bem como jornalista n’ A Capital, ficou conhecido pelo seu contributo para a literatura humorística, ao retratar tipos alfacinhas e costumes lisboetas, criando e vulgarizando expressões, como fez em Lisboa Sem Camisa, uma popularíssima série publicada a partir dos anos 30 do século XX, composta por O casamento da Fifi Antunes (1935), O baile dos Bastinhos (1936) e O galã de Alcântara (1937), pegando na personagem Moisés Antunes da Lisboa em Camisa de Gervásio Lobato.

Outros êxitos de popularidade e vendas de Armando Ferreira foram Amor de Perdigão (1938), A Família Piranga (1939), Aventuras de D. Martinho de Aguilar em Lisboa (1939), A Barata Loira (1941), Um livro de graça (1942), Sorte Grande – 30 Contos por 10$00  (1942), Remédio das Caldas (1944) e, Beco do Alegrete ou Crónicas Alegres Lisboetas, publicado em 1957 com capa de Stuart Carvalhais, reunindo algumas das suas crónicas citadinas no Diário Popular e, o título assim explicado pelo próprio: “O autor nasceu lá mesmo, entre os refolhos apertados do olhinho da alface, e, como alfacinha da gema, ama esses tipos, lugares, costumes entre os quais petizou e viveu a sua vida.”

Armando Ferreira produziu livros incansavelmente, desde literatura infantil até poesia como o volume Pirilampos (1911), sendo também exemplo os contos Era uma vez (1915), Contos do Vigário (1917), Contos Alegres (1932), a novela Do amor à loucura (1917), os romances Guida (1916) e Fortuna – Romance Alegre de Costumes Populares (1947), o folhetim O Meu crime (publicado n’ A Capital em 1923) e, as peças Nuvem que passa (1914) ou Avalanche (1922), pelo que não é de estranhar que também se tenha dedicado à crítica teatral e a ser administrador da Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro (1958), bem como à crónica jornalística no Notícias Ilustrado, no Jornal do Comércio e no Diário Popular, entre outros periódicos, fazendo jus a uma das suas frases favoritas “Na vida o mais difícil de fazer, é não fazer nada”.

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