Figueira e Borratém

Praça da Figueira placa

Placa Tipo II

Borratém, segundo o arabista David Lopes é uma palavra árabe, formada por ber e atten, o que significa “poço da figueira” pelo que a proximidade dos topónimos Poço do Borratém e Praça da Figueira nos indica uma mesma identidade guardada na memória de Lisboa, mesmo que a configuração do local se tenha alterado ao longo dos tempos.

A fixação do topónimo no sítio deve ser pelo menos quinhentista já que Gil Vicente no seu Pranto de Maria Parda refere que «Muita água há no Borratém/E no poço do tinhoso…»

O espaço da Praça da Figueira antes do Terramoto de 1755, era o do Hospital de Todos-os-Santos, ardido em 1750 e, destruído pelo Terramoto. Na reconversão urbanística levada a cabo pelo Ministro do Reino de D. José I, Marquês de Pombal, a Praça da Figueira tornou-se num mercado ao ar livre, fixado pelo Decreto de 23 de Novembro de 1755 e teve vários nomes: Horta do Hospital, Praça das Ervas, Praça Nova.

Alguns anos mais tarde, em 1792, encontramos mesmo um requerimento de uma Ana Joaquina ao Senado da Câmara Municipal para que lhe seja concedida licença para poder vender limão e laranja azeda aos seus fregueses no seu lugar de venda no centro da Praça da Figueira.

No século seguinte, a Praça da Figueira foi arborizada e iluminada em 1834 e, em 1858, já a encontramos mencionada na Carta Topográfica de Filipe Folque. Depois, em 1885, esta Praça cheia de bancadas passou a dispor de um Mercado coberto, da Companhia do Mercado da Praça da Figueira com bancas arrumadas e poço próprio.

Uma nova reorganização urbanística do espaço determinou a demolição do Mercado da Figueira em 1 de Julho de 1949 e, assim, no ano seguinte, pelo Edital de 28/08/1950, a edilidade lisboeta instituiu o topónimo Praça da Figueira, constituído por troços da Rua dos Correeiros (entre as Ruas da Betesga e do Amparo), da Rua do Amparo (entre as Ruas dos Fanqueiros e Correeiros), da Rua dos Fanqueiros (entre as Ruas do Amparo e da Betesga) e, da Rua da Betesga (entre as Ruas dos Fanqueiros e dos Correeiros).

A partir de 1971, a Praça da Figueira passou também a contar com uma estátua equestre de D. João I, em bronze, da autoria de Leopoldo de Almeida.

A Praça da Figueira em 2013 - nas Freguesias de Stª Justa e S. Nicolau – futura freguesia de Santa Maria Maior

A Praça da Figueira em 2013 – nas Freguesias de Stª Justa e S. Nicolau – futura freguesia de Santa Maria Maior

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