A Rua da Mãe d’Água no Dia Mundial da Água

na Freguesia de S. José -  futura Freguesia de Santo António

na Freguesia de S. José – futura Freguesia de Santo António

A Rua da Mãe d’Água, no antigo sítio da Alegria de Cima, que liga a Rua da Alegria à Rua D. Pedro V, é um topónimo relacionado com o Aqueduto das Águas Livres, infraestrutura autorizada por alvará régio de 12 de maio de 1731 e que, a par com o Convento de Mafra, constitui a maior obra do reinado de D. João V e, a mais palpável contribuição deste monarca para a reforma urbana de Lisboa.

De acordo com o projeto de Manuel da Maia, o Aqueduto das Águas Livres possui uma Mãe-de-Água nas Amoreiras, que foi o primeiro grande depósito de água de Lisboa e a que ficaram ligados todos os novos chafarizes, dada a sua posição estratégica que permitia abastecer simultaneamente as zonas nova e antiga da cidade, prevendo ainda a construção de mais duas «conservas», uma das quais junto de S. Roque destinada ao abastecimento direto do centro da cidade, para além de um ramal que de S. Pedro de Alcântara deveria atravessar para Stº André sobre a atual Avenida da Liberdade, reforçando assim o ancestral sistema de abastecimento de água da zona antiga da cidade.

E é de uma destas «conservas» que se origina o topónimo Rua da Mãe d’ Água, artéria que aparece já referida como tal no Atlas da Carta Topográfica de Lisboa, de 1856-58, de Filipe Folque.

Rua da Mãe D'Água placa

Placa Tipo II