No Dia Mundial do Livro a Rua dos Lusíadas

Placa Tipo II

Placa Tipo II (Foto: José Carlos Batista)

No Dia Mundial do Livro recordamos a Rua dos Lusíadas que foi atribuída à Rua Conselheiro Pedro Franco em 18 de novembro de 1910, sendo que este edital de atribuição de topónimos, o 2º após a implantação da República, incluiu também o nome de 3 jornais, a saber, O Mundo, A Luta e O Século, para substituir a Rua de S. Roque, a Rua Duque de Bragança e a Rua Formosa.

A Rua dos Lusíadas é uma artéria paralela à Rua Jau (dada por Edital de 12/11/1885) e em cujas imediações existe a Rua Luís de Camões (Edital de 20/05/1880).

Os Lusíadas, da autoria de Luís de Camões, é o poema nacional dos Portugueses ao representar os feitos heróicos do povo português e, como tal, simboliza valores patrióticos que a República defendeu, tanto mais quanto a Primeira República tornou o patriotismo na essência do sentimento nacional. Deste modo, a divisa camoniana “Esta é a ditosa pátria minha amada” passou a constituir um dos deveres do português e, por outro lado, Camões, autor desta obra, tornou-se o patrono da República e a sua figura, tanto de homem como de poeta, foi divinizada.

Os Lusíadas, estão ainda presentes noutra zona de Lisboa desde que o Edital municipal de 16/09/2009 herdou os 102 topónimos do Parque das Nações e assim ficou com a Rua Ilha dos Amores, que evoca os cantos IX e X de Os Lusíadas, nos quais se narra o quotidiano de uma ilha cheia  de apetitosas, sensuais e belas ninfas que é um prémio preparado por Vénus, com a ajuda do seu filho Cupido, à tenacidade dos homens que, «por mares nunca dantes navegados (…) mais do que prometia a força humana», tinham sabido seguir «o caminho da virtude, alto e fragoso, / mas, no fim, doce, alegre e deleitoso».

A Toponímia de Lisboa comporta ainda mais 7 livros. O primeiro, a Rua Flores do Lima, existe desde o Edital de 7 de julho de 1961, num arruamento contíguo à Rua Diogo Bernardes, tanto mais que Flores do Lima é um título da autoria de Diogo Bernardes, poeta do século XVI. Os restantes seis, são herança da Expo 98, através do Edital de 16/09/2009 e são títulos de livros de autores portugueses do século XX: a Rua do Adeus Português (poema de Alexandre O’Neill, 1950), a Rua Corsário das Ilhas (livro de crónicas de Vitorino Nemésio, publicado em 1956), a Rua Menina do Mar (livro infantil de Sophia de Mello Breyner Andresen, publicado em 1958), a Rua Gaivotas em Terra (livro de novelas de David Mourão-Ferreira, de 1959), a Rua Sinais de Fogo (livro de Jorge de Sena, de 1979) e, a Rua Jangada de Pedra (livro de José Saramago, de 1986).

na Freguesia de Alcântara

na Freguesia de Alcântara (Foto: José Carlos Batista)

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5 thoughts on “No Dia Mundial do Livro a Rua dos Lusíadas

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