Maria Veleda na urbanização das mulheres

Placa Tipo II

Placa Tipo II

Pela primeira vez em Lisboa, os arruamentos de uma urbanização recente – a Quinta dos Condes de Carnide/Unor 36 – receberam exclusivamente topónimos de mulheres: a Rua Maria Veleda, a Rua Ana de Castro Osório, a Rua Guiomar Torresão e a Rua Adelaide Cabete. Aconteceu com o Edital municipal de 19 de Junho de 1976.

Maria Veleda, consagrada em Lisboa com a legenda «Escritora/1871-1951», era o pseudónimo de Maria Carolina Frederico Crispim (Faro/26.11.1871 – 08.04.1955/Lisboa) que, com Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete e Carolina Beatriz Ângelo, foi fundadora da Obra Maternal, da qual foi diretora e professora.

Maria Veleda distinguiu-se ainda como escritora, periodista e militante dos movimentos feminista e republicano. Em 1907, era presidente do Grupo Português de Estudos Feministas, que ministrava cursos nocturnos para mulheres analfabetas no Centro Afonso Costa e, aderiu à maçonaria, adoptando o nome simbólico de «Angústia». No ano seguinte, foi sócia fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e, sua presidente em 1911. Também aderiu ao Partido Democrático e fundou a Associação Feminina de Propaganda Democrática, extinta em Julho de 1916, em consequência da formação da União Sagrada. Da sua obra escrita destacam-se as suas conferências reunidas no volume A Conquista, prefaciado por António José de Almeida, o opúsculo Emancipação Feminina (1906) e as suas memórias, publicadas em 1950 no jornal República. Também fundou as revistas A Asa, O Futuro e A Vanguarda Espírita.

na Freguesia de Carnide

na Freguesia de Carnide