O único Museu nas placas toponímicas de Lisboa

Freguesia de Santa Maria Maior (Foto: Artur Matos)

Rua do Museu de Artilharia – Freguesia de Santa Maria Maior
(Foto: Artur Matos)

Hoje celebra-se o Dia Internacional dos Museus, área em que a toponímia de Lisboa apenas tem hoje um perpetuado – o  Museu de Artilharia –, embora em dois arruamentos: numa Rua e num Largo.

Por proposta do vereador Joaquim José Alves, aprovada em sessão de Câmara de 22 de novembro de 1880, passou a Rua Nova a denominar-se Rua do Museu de Artilharia. Esta artéria havia sido aberta em 1755 para dar passagem à zorra que conduziu a estátua equestre de D. José I da Fundição para o Terreiro do Paço e, para o efeito, foram também derrubados o Arco de Santa Engrácia e o Arco das Portas da Cruz.

Mais tarde, por Edital municipal de 1 de outubro de 1900, foi também fixado o Largo do Museu de Artilharia. Em ambos os casos, foi a proximidade ao Museu Militar, desde 1851 designado Museu de Artilharia que originou as denominações. O general Barão de Monte Pedral instituira em 1842 um museu de máquinas e peças militares que só teve existência oficial nove anos depois. Instalado na Fundição de Santa Clara (antiga Fábrica de Armas) veio a partir de 1876 ocupar parte do edifício do Arsenal do Exército que havia sido construído em 1760, no local foram as Tercenas da Porta da Cruz, de D. Manuel I, para fundir e guardar artilharia.

Placa Tipo II (Foto: Artur Matos)

Placa Tipo II
(Foto: Artur Matos)

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