Reinaldo Manuel dos Santos e o Aqueduto

Placa Tipo II

Placa Tipo II

Com a legenda «Director da Obra do Aqueduto de 1772 a 1791» está Reinaldo Manuel dos Santos na que fora a Rua dos Amoladores e ainda antes,  Rua 17 do Bairro do Alto da Serafina, mesmo nas proximidades do Aqueduto das Águas Livres.

A história deste topónimo e dos restantes do Bairro do Alto da Serafina começa quando o Edital de 15 de Março de 1950  atribuiu denominações numéricas aos arruamentos do Bairro do Alto da Serafina, aliás como era costume fazer para os Bairros Sociais lisboetas, cabendo a este a nomenclatura de Rua 17. Depois, o Edital de 28 de Dezembro de 1989 deu a este arruamento a denominação de Rua dos Amoladores e nas restantes artérias  topónimos ligados a profissões como  a Rua das Costureiras, a Rua do Deita – Gatos ou a Rua do Andador das Almas, o que provocou protestos da população do bairro.

Assim, a CML em consenso com a Junta de Freguesia de Campolide e a Comissão de Moradores do Bairro, atribuiu novas denominações no ano seguinte, através da deliberação camarária de 05/12/1990 e do  edital de 14/12/1990, prestando homenagem no Bairro da Serafina a personalidades envolvidas na construção do Aqueduto das Águas Livres, assim como a figuras e instituições com uma forte ligação a este Bairro, pelo que esta artéria passou a designar-se Rua Reinaldo Manuel dos Santos, em homenagem ao engenheiro que dirigiu as obras do Aqueduto no período de 1772 a 1791.

Reinaldo Manuel dos Santos deu entrada para as obras do Aqueduto por decreto régio de D. José de 7 de Junho de 1771 substituindo Miguel Ângelo Blasco em todas as suas funções depois da morte deste.

Iniciara a sua aprendizagem como arquitecto e engenheiro na construção do Convento de Mafra e na Aula do Risco de Lisboa, tendo sido depois ajudante de Eugénio dos Santos na reconstrução de Lisboa. Em Lisboa podemos ainda encontrar a sua obra também no pedestal da estátua equestre de D. José I, na Igreja dos Mártires, no chafariz das Janelas Verdes.

na Freguesia de Campolide

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