A 1ª mulher da Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa

na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima – na futura Freguesia das Avenidas Novas

Freguesia das Avenidas Novas

Julieta Ferrão foi a 1ª mulher com assento na Comissão Consultiva Municipal de Toponímia, a partir do dia 21 de outubro de 1970 e até 22 de fevereiro de 1974, e quatro anos após a sua morte (pelo Edital de 10 de agosto de 1978) foi perpetuada na toponímia alfacinha na Rua C à Avenida Álvaro Pais, com a legenda «Museóloga/1899 – 1974».

Julieta Bárbara Ferrão (Lisboa/04.12.1899 – 1974) era licenciada em Belas- Artes e trabalhava há 44 anos para o Município de Lisboa como directora do Museu Rafael Bordalo Pinheiro, do qual se reformara no ano de 1969, quando foi convidada a integrar a Comissão de Toponímia, então presidida pelo Vereador Dr. José Arraiano Tavares, e sendo os outros vogais o Dr. Durval Pires de Lima e o Director dos Serviços Centrais e Culturais, Dr. Henriques Martins Gomes e, mais tarde, o Dr. Fernando Castelo Branco da Repartição de Acção Cultural e o Dr. Cristiano Simões de Maia Alves, Director dos Serviços Centrais e Culturais.

Desde 1926 que Julieta Ferrão dirigia o Museu Rafael Bordalo Pinheiro, ou seja, logo após as obras para a sua abertura definitiva e como tal, foi a principal responsável pela selecção das obras a expor e pela montagem do Museu. A partir de 1942, ano em que a Autarquia lisboeta inaugurou o Museu Municipal e criou um Serviço de Museus – onde englobou o Rafael Bordalo Pinheiro e mais tarde, o Antoniano -, que lhe foi confiada a direcção técnica deste Serviço, sendo assim também a 1ª Conservadora dos Museus Municipais de Lisboa.

Nos anos de 1970 a 1974 em que Julieta Ferrão foi vogal da Comissão de Toponímia, preencheram-se arruamentos da Malha J de Chelas com os nomes de dois engenheiros, um navegador, o restaurador de Pernambuco, dois exploradores africanos, um capitão-mor do séc. XVII, a Atriz Palmira Bastos, o Conselheiro Emídio Navarro e o escritor Aquilino Ribeiro, ao mesmo tempo que na Célula E de Olivais- Sul se perpetuava a memória de povoações de Moçambique e, em Olivais Velho e no Calhariz de Benfica se homenageavam militares «falecidos no ultramar em combate ao terrorismo». Foi também nesta época que se denominaram grandes vias como as Avenidas José Malhoa e de Ceuta e que, por sugestão do então Presidente da Câmara, foram atribuídos a ruas de Lisboa os nomes do cineasta Leitão de Barros, da aguarelista Raquel Roque Gameiro, do Prof. Lima Basto, dos navegadores João de Paiva, Diogo Afonso, Rodrigues Cabrilho – na zona do Alto do Restelo -, e dos olisipógrafos Luís Pastor de Macedo e Eduardo Neves. Julieta Ferrão deixou ainda obra publicada de que se destaca a  Monografia do Museu Rafael Bordalo Pinheiro (1922), Rafael Bordalo Pinheiro e a Crítica (1924), Guia do Museu Rafael Bordalo Pinheiro (1927), Rafael, Bordalo e a faiança das Caldas (1934), Lisboa…1870 (1943), A conferência de Lisboa por um Caldense (1955), Vieira Lusitano(1956), Há 70 Anos: inauguração do caminho de ferro da Beira Baixa (1962).

na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima – na futura Freguesia das Avenidas Novas

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