Os 120 anos do Largo de Dona Estefânia

na Freguesia de São Jorge de Arroios - na futura Freguesia de Arroios

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O Largo de Dona Estefânia nascido do Edital de 19 de Abril de 1893, completa este ano o seu 120º aniversário e, deriva da proximidade do Hospital para crianças que a rainha portuguesa do mesmo nome quis edificar, com o seu dote de casamento.

Já antes, em 1879, dois anos após a inauguração do Hospital de Dona Estefânia foi atribuída a Rua de Dona Estefânia pelo Edital de 22 de Agosto na que já era conhecida como  Rua do Hospital de Dona Estefânia mais o seu prolongamento até às Portas da Cidade e, em 10 de Março de 1965 foi dada também a Travessa de Dona Estefânia, a um arruamento que ligava a Rua de D. Estefânia à Rua B do chamado “Bairro Catarino”, também conhecido por Vila Nova de Dona Estefânia.

Dona Estefânia era Estefânia Frederica Guilhermina Antónia ou, originalmente, Stephanie Josepha Friederike Wilhelmine Antonia von Hohenzollern-Sigmaringen (Alemanha/15.07.1837 – 17.07.1859/Lisboa), rainha de Portugal pelo seu casamento com D. Pedro V em 1858. Este pediu ao marido da Rainha Vitória o projecto de um hospital moderno, para crianças, para o construir em Lisboa, segundo o desejo da sua rainha. Mas ela morreu em 8 de Julho de 1859, aos 22 anos, vítima de angina diftérica e, o rei apenas lhe sobreviveu dois anos. Porém, D. Pedro V ainda  nomeou para o efeito uma Comissão a que presidia, constituída por Bernardino António Gomes, médico da Real Câmara, lente da Escola Médico-Cirúrgica e presidente da Sociedade de Ciências Médicas, pelos médicos Barral, Kessler, Simas, pelo Conde da Ponte, par do reino e vedor da casa real portuguesa e por Filipe Folque, cientista e Director-geral dos Trabalhos Geodésicos e foi escolhido o projecto desenhado por Humbert, arquitecto da casa real inglesa e, começou a ser construído em 1860, na parte norte da quinta do Paço Real da Bemposta chamada Quinta Velha. Só mais tarde, em 1877, no dia do 18º aniversário da morte de Dona Estefânia é que foi inaugurado o Hospital, pelo Rei D. Luís e a Rainha D. Maria Pia, constituindo a primeira construção hospitalar construída em Lisboa, planeada especificamente para esse efeito.

Rainha D. Estefânia

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