A Alameda António Sérgio no 130º aniversário deste pensador

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na Freguesia da Ameixoeira – futura Freguesia de Santa Clara

A Alameda António Sérgio, que liga a Rua Jorge de Sena à Rua Vitorino Nemésio, existe com a legenda «Escritor – 1883 – 1969»  desde a publicação do Edital municipal de 23/04/1980, na via identificada como o Impasse 1 e 2 da Quinta de Santa Clara à Ameixoeira.

António Sérgio (Índia – Damão/03.09.1883 – 12.02.1969/Lisboa) foi um importante pensador do século XX, que lançou em Portugal a ideia do Cooperativismo, mas cuja vasta obra publicada abarca também a teoria do conhecimento, a filosofia política, a filosofia da educação e a filosofia da história.

Radicou-se em Lisboa em 1893 e, de 1926 a 1969 residiu na Travessa do Moinho de Vento, no Bairro da Lapa,  numa habitação cujo projecto encomendou ao Arqt.º Raul Lino.

António Sérgio ligou-se ao panorama editorial logo em 1911, como director da revista Serões. Já havia colaborado na revista Águia (1910), onde conheceu Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa e, depois,  fundou a revista Pela Grei (1918-1919), escreveu na revista Seara Nova a partir de 1923, integrou o grupo da Biblioteca Nacional que lançou a revista Lusitânia (1924) e, foi director da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.

Sempre ambicionou ser professor e, ao longo da sua vida, ministrou lições particulares na residência de alunos durante o exílio parisiense (após a subida ao poder de António Oliveira Salazar e, de onde passou para Madrid, até ter sido abrangido por uma amnistia) e, também em Portugal. De igual modo, ensinou português na Escola de Pedro Nunes, à Rua Saraiva de Carvalho e, em 1932 leccionou na Universidade de Santiago de Compostela.

Refira-se que em 1923, aceitou ser ministro da Instrução, no governo de Álvaro de Castro, onde se manteve apenas dois meses mas, criou o ensino para deficientes, o cinema educativo e,  o Instituto Português para o Estudo do Cancro (decreto de 29/12/1923).

São suas obras principais Notas sobre os Sonetos e as Tendências Gerais da Filosofia de Antero de Quental (1909), Educação Cívica (1915)  Bosquejo da História de Portugal (1923), O Desejado (1924), O Seiscentismo (1926), História de Portugal (1926), Cartesianismo Ideal e Cartesianismo Real (1937), Introdução Actual ao Problema Cooperativista (1937), Antero de Quental e António Vieira (1948), Antologia Sociológica (1956), oito volumes de Ensaios (1920-1958) e Democracia (1974).

Na sua casa da Lapa funciona desde a década de 80 do século passado a Biblioteca do INSCOOP e a Biblioteca António Sérgio. António Sérgio dá ainda nome ao Prémio Cooperação e Solidariedade que a CASES criou em 2012 para distinguir pessoas singulares ou colectivas na Economia Social.

na «Ilustração Portuguesa», 1926

na «Ilustração Portuguesa», 1926

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