O engenheiro militar italiano do Aqueduto

PENTAX Image

Freguesia de Campolide      (Foto: José Carlos Batista)

Miguel Ângelo de Blasco foi um engenheiro militar italiano que dirigiu as obras do Aqueduto das Águas Livres  e dá nome a uma rua junto aos arcos do Aqueduto, no Bairro do Alto da Serafina, desde a afixação do Edital municipal de 14/12/1990.

O arruamento começou por ser a Rua 3 do Bairro do Alto da Serafina (edital de 15/03/1950) num época em que as ruas identificadas por números distinguiam os bairros sociais dos outros da cidade. Depois, o Edital municipal de 29/12/1989 passou a denominá-lo Rua de São Vicente de Paulo, numa remodelação toponímica que abrangeu todo o bairro em nome da recuperação de figuras tradicionais mas que provocou protestos da população. E assim, a edilidade lisboeta com a Junta de Freguesia de Campolide e da Comissão de Moradores do Bairro, delineou que antes se prestasse homenagem no Bairro da Serafina a personalidades envolvidas na construção do Aqueduto das Águas Livres, bem como a figuras e instituições com uma forte ligação a este Bairro, pelo que esta artéria se passou a designar Rua Miguel Ângelo de Blasco, que foi Director da Obra do Aqueduto de 1763 a 1772, através da deliberação camarária de 05/12/1990 e do seu edital de 14/12/1990.

O mesmo Edital incluiu nos topónimos do Bairro, os nomes de outros engenheiros ligados ao Aqueduto, como Reinaldo Manuel dos Santos (Director da Obra do Aqueduto de 1772 a 1791), e, alterou as legendas da  Rua José da Silva Pais para «Co-Director da Obra do Aqueduto de 1732 a 1733» e da Rua Rodrigo Franco para «Arquitecto do Aqueduto – Século XVIII», assim como mudou a designação da Rua Francisco António Ferreira para Rua Francisco Ferreira Cangalhas, com a legenda «Arquitecto-Geral das Águas Livres de 1791 a 1808».

Miguel Ângelo de Blasco (Itália-Génova/1679 – 1772?/Lisboa) foi contratado por D. João V, para ser integrar uma expedição que em 1750 foi à América portuguesa, chefada pelo  alto comissário Gomes Freire de Andrade, para proceder à demarcação dos limites,  fazer mapas da região e, as plantas das fortificações a construir. Também combateu na campanha dos portugueses e espanhóis contra os índios revoltados no Uruguai e, em 1763, foi promovido  a marechal de campo do exército português, bem como passou a dirigir as obras do Aqueduto das Águas Livres. Passados 6 anos, a 21 de Março, na vaga aberta pela morte de Manuel da Maia, foi nomeado engenheiro-mor do reino. Antes, em 1768, foi também ele que terminou a obra do Chafariz da Esperança, do risco de Carlos Mardel, tanto mais que sucedeu a este à frente da Casa do Risco.

PENTAX Image

Freguesia de Campolide – Placa Tipo II                 (Foto: José Carlos Batista)

 

 

 

Advertisements

One thought on “O engenheiro militar italiano do Aqueduto

  1. Pingback: Roteiro ibero-americano da toponímia de Lisboa | Toponímia de Lisboa

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s