A Rua Cassiano Branco no Dia Mundial da Arquitetura

Freguesia de Marvila

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Hoje é o Dia Mundial da Arquitetura, por via de ser a data de nascimento de Corbusier, razão para falarmos da Rua Cassiano Branco, dada pela Câmara Municipal de Lisboa pelo Edital de 10/08/1978,  que incluiu o nome de mais 11 arquitectos portugueses, todos em artérias próximas da Zona N2 de Chelas.

Cassiano Branco foi perpetuado no arruamento constituído pelas Ruas 4 e 5 da Zona N2 de Chelas e os restantes 11 topónimos foram a Rua Adães Bermudes, a Rua Adelino Nunes, a Rua Álvaro Machado, a Rua Domingos Parente, a Rua José Luís Monteiro, a Rua Keil do Amaral, a Rua Luís Cristino da Silva, a Rua Miguel Nogueira Júnior, a Rua Norte Júnior, a Rua Pardal Monteiro e a Rua Pedro José Pezerat. Todas estas sugestões provieram do arquiteto Silva Dias que era então vogal da Comissão Municipal de Toponímia e, as artérias eram de uma zona de urbanização recente da cidade.

Cassiano Viriato Branco (Lisboa/13.08.1898 – 1969/Lisboa), notabilizou-se sobretudo por duas obras de arquitetura inovadora que projetou na década de trinta do século XX:  o Éden e o Hotel Vitória. Ainda em Lisboa, deixou obra em inúmeros prédios de rendimento dos anos 30, como o nº 25 da Avenida António Augusto Aguiar, o nº 76 da Avenida Santos Dumont ou o nº 27 da Avenida Defensores de Chaves, o Instituto do Vinho e da Vinha (1941), o Cinema e o Café Império (1946) e,  a torre da Praça de Londres (1949). Trabalhou ainda, de 1937 a 1961, para o «Portugal do Pequeninos» e ainda projectou a estação do Caminho de Ferro de Lobito-Angola (1936), o Grande Hotel do Luso (1938), o Coliseu do Porto (1939) e deixou no papel fascinantes projectos imaginativos para urbanização da Costa da Caparica e para uma cidade do cinema em Cascais, ambos criados na década de 30 do século XX.

Em Lisboa, Cassiano Branco viveu no nº 7-7A da Travessa da Fábrica das Sedas, numa moradia que ele próprio projetou.

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