Diogo Bernardes e as Flores do Lima no Bairro de São Miguel

Freguesia de Alvalade

Freguesia de Alvalade

Diogo Bernardes e a sua obra «Flores do Lima» estão presentes na toponímia do Bairro de São Miguel, na Freguesia de Alvalade.

Em 1951, na sua reunião de 26 de Novembro, a Comissão Municipal de Toponímia ocupou-se do um pedido formulado pelos moradores da Célula 7 do Sítio de Alvalade, para que fossem atribuídos topónimos às ruas da dita célula e, propôs os seguintes nomes: Alfredo Cortês, Andrade Caminha, António Ferreira, Diogo Bernardes,  Fernão Álvares do Oriente, Francisco de Morais, Frei Amador Arrais, Frei Tomé de Jesus,  Gonçalo Trancoso, Jerónimo Corte-Real e Jorge Ferreira de Vasconcelos. Todos se tornaram  oficiais com a publicação do Edital de 06/03/1952 que deu a Diogo Bernardes a Rua 46 da Célula 7 do Sítio de Alvalade.

Nove anos depois, os moradores de um arruamento cujo acesso se fazia a partir da Rua Diogo Bernardes pediram a atribuição de denominação ao mesmo e, a Comissão propôs “que o referido arruamento se denomine: Rua Flores do Lima, porque Flores do Lima é o título de um livro da autoria de Diogo Bernardes, que teve várias edições.”

Diogo Bernardes nasceu em Ponte da Barca ou em Ponte de Lima, supõe-se que entre 1520 e 1530 e, faleceu provavelmente em 1596, data da publicação da elegia que Frei Agostinho lhe dedica pela sua morte embora alguns autores apontem 1605 como o ano do seu falecimento. Diogo Bernardes terá sido tabelião em Ponte da Barca  e/ou moço de câmara de D. Sebastião, sendo certo que seguiu na armada deste rei em 1578, para cantar as vitórias do soberano e, foi feito cativo em Alcácer-Quibir, sendo libertado em 1581. De volta a Portugal, Diogo Bernardes conseguiu um ofício na Corte e, mais tarde recebeu de Filipe II uma pensão, bem como a nomeação para cavaleiro da Ordem de Cristo. Tal como António Ferreira, Sá de Miranda ou Andrade Caminha foi um autor clássico, fiel aos modelos greco-latinos e renascentistas espanhóis e italianos, tendo sido reconhecido por Lope da Vega como mestre da écloga.

Diogo Bernardes publicou o seu primeiro livro de poesias em 1595, intitulado «Rimas ao Bom Jesus e à Virgem Gloriosa sua Mãe» e, as suas obras mais conhecidas são «O Lima»(1596) e «Flores do Lima»(1597).

 

Placa Tipo II

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