A Rua do autor do «Zé Brasileiro» no seu 90º aniversário

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Faz hoje 90 anos que nasceu Vasco de Lima Couto, autor da conhecida letra «Zé Brasileiro Português de Braga» e, que em Lisboa dá nome à rua que era o Impasse 3 do Bairro dos Sete Céus, desde a publicação do Edital de 30/01/1987.

O topónimo nasceu por sugestão de uma carta de Manuel Cabaço, sugerindo os nomes de Vasco de Lima Couto, Adriano Correia de Oliveira,  Maria Júdice da Costa, João Lourenço Rebelo, Joaquim Cordeiro e António Aleixo, para identificarem os arruamentos do Bairro dos Sete Céus. O Edital de 30/01/1987 fixou nos arruamentos do Bairro, para além Vasco de Lima Couto,  os nomes do compositor João Lourenço Rebelo, do fadista Joaquim Cordeiro, da cantora Maria Júdice da Costa e dos poetas Ruy Cinatti e António Aleixo.

Vasco de Lima Couto (Porto/26.11.1923 – 10.03.1980/Lisboa) foi  um actor, encenador e poeta que nos palcos se estreou em 27 de Março de 1947 pela mão de Alves da Cunha. A 13 de Março de 1951 entrou para a Companhia Amélia Rey Colaço – Robles Monteiro, passando mais tarde também pelo TEP – Teatro Experimental do Porto (1952), Teatro da Câmara – Estufa Fria, Teatro da Trindade (1966) e o Teatro Estúdio de Lisboa (1967).  Ido para Angola colaborou em programas de rádio como «Cantar de Amigo» dedicado à divulgação da poesia portuguesa e, regressado em 1974, trabalhou no Teatro da Cornucópia e na Companhia do Maria Matos, tendo representado em mais de 40 peças.

As suas primeiras letras de fado foram feitas para José Manuel Osório e, depois escreveu também para Amália, Beatriz da Conceição, Carlos do Carmo, Lenita Gentil, Max, Simone de Oliveira e Vasco Rafael, entre outros. Ao longo da sua vida, Lima Couto publicou diversos títulos de poesia como «Arrebol» (1943), «Recado Invisível» (1950), «O Silêncio Quebrado» (1959), «Esta contínua saudade…» (1974), «Canto de Vida e de Morte» (1981) e, em 1975, gravou o seu 2º disco de poesia com poemas da sua autoria e o single «Erotica», com os poemas ditos pelo próprio autor e música de Duarte Costa, onde se incluem «A voz perto de Mim», «O Futuro é Hoje», «Para ver se te Desprezo», «Adolescente», «Felatio», «Posse» e «Realmente não».

O seu espólio está reunido em Constância, na casa onde viveu os seus últimos 4 anos de vida, e que hoje é a Casa Museu Vasco de Lima Couto,  palacete que desde 1976 era propriedade de José Ramoa Ferreira, «o Zé Brasileiro, português de Braga» nos versos com que Vasco de Lima Couto concorreu ao Festival da Canção em 1971.

Freguesia de Santa Clara

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