Se bem me lembro da Rua Corsário das Ilhas

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações (Foto: Sérgio Dias)

Parafraseando o título de um programa televisivo de Vitorino Nemésio, se bem me lembro… a Rua Corsário das Ilhas é um dos 102 topónimos lisboetas herdados da realização da Expo 98, que perpetua uma obra do escritor e professor universitário Vitorino Nemésio.

A Rua Corsário das Ilhas, que nasce na Avenida Fernando Pessoa, guarda a memória do título de um livro de crónicas de Vitorino Nemésio, publicado em 1956, que mistura a autobiografia e a crónica de viagem. A partir do momento em que entrou na universidade, Nemésio só voltou às suas ilhas açorianas de nascimento em duas viagens, que classificou como “corsos” e cujo relato constituem este volume, mostrando o autor desterrado na sua terra natal pela violenta carga emocional que o regresso lhe provocava.

A Expo 98, subordinada ao tema “Os oceanos: um património para o futuro”, nomeou os arruamentos do evento com topónimos ligados aos oceanos, aos Descobrimentos Portugueses, aos aventureiros marítimos da literatura e banda desenhada mundial, a figuras de relevo para Portugal, a escritores portugueses ou obras de sua autoria e , também alguns ligados à botânica. E com a reconversão desta zona em Parque das Nações foram oficializados pela edilidade lisboeta 102 topónimos, através do Edital de 16/09/2009.

Neste conjunto dos 102 topónimos figuram outros títulos de livros de autores portugueses e que são  a Rua Finisterra (Carlos de Oliveira), a Rua do Adeus Português (Alexandre O’Neill) , a Rua Gaivotas em Terra (de David Mourão-Ferreira), a Rua Sinais de Fogo (de Jorge de Sena), a Rua Jangada de Pedra (de José Saramago) e, a Rua Menina do Mar (de Sophia de Mello Breyner Andresen).

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