A cantora lírica do Bairro da Música no seu 110º aniversário

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Arminda Correia cujo 110º aniversário hoje se completa é a cantora lírica do grupo de figuras ligadas à música  que deram nomes a arruamentos do Alto do Lumiar, em 2004, para assim se criar um Bairro da Música.

Esta artéria que fora a Rua A da Malha 3 do Alto do Lumiar e que ainda antes, era espaço da Quinta da Musgueira, foi inaugurada no Dia Mundial da Música de 2004 junto com mais 7 arruamentos com nomes de cantores, instrumentistas e maestros – Luís Piçarra, Adriana de Vecchi, Tomás Del Negro, Nóbrega e Sousa, Shegundo Galarza e Belo Marques – e uma Alameda da Música, criando assim pela primeira vez na cidade de Lisboa um Bairro com topónimos dedicados à Música.

Arminda Nunes Correia (Lagos/26.12.1903 – 21.09.1988/Lisboa), lacobrigense que concluiu os cursos de Canto e Piano no Conservatório de Lisboa, estreou-se como cantora lírica em 1927, no palco do São Carlos, na estreia absoluta de três óperas de Rui Coelho e, no último ano dessa década ainda cantou as Beatitudes de César Franck. Na década seguinte são de destacar as suas interpretações na ópera Crisfal (em português) no Teatro D. Maria II e, a Paixão Segundo São Mateus, de Bach, no São Carlos, bem como a sua actuação na Sorbonne, no âmbito das Comemorações Vicentinas e na Quinzena de Portugal em Londres, para além da gravação de canções portuguesas a convite do  Musée de la parole et du geste. Nos anos 40 do século XX, executou uma série de recitais para a Emissora Nacional, com canções tradicionais portuguesas recolhidas por Francisco Lacerda e participou em concertos no Ateneu Comercial de Lisboa, Teatro D. Maria II, Faculdade de Letras de Coimbra e no Hotel Lusitano (Luso) em favor da Obra de Rua do Padre Américo, para além de ter actuado em serões musicais promovidos pela FNAT (hoje INATEL).

Notável intérprete de autores portugueses, valorizada pelos seus dotes de dicção e raro timbre de voz, tanto  na interpretação de «lieder» alemães e franceses como em canções tradicionais portuguesas harmonizadas por Francisco de Lacerda ou Fernando Lopes Graça, Arminda Correia foi galardoada com  o prémio Luisa Todi em 11 de Junho de 1943 e, em 1959, gravou no Reino Unido Canções Populares Portuguesas acompanhadas ao piano por Fernando Lopes Graça.

A esta carreira de cantora  somou 14 anos de professora de solfejo e de canto no Instituto de Música de Coimbra, no Liceu Feminino de Coimbra, na Academia de Amadores de Música e, no Conservatório Nacional.

Freguesia do Lumiar

Freguesia do Lumiar (Foto: José Carlos Batista)

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