A Rua da redundância

Freguesia de Santa Maria Maior

Freguesia de Santa Maria Maior
(Foto: Artur Matos)

A Rua da Betesga é das artérias mais antigas de Lisboa e como pequeno arruamento faz jus ao seu nome já que «betesga» significa ruazinha, beco sem saída, viela.

Já Cristóvão Rodrigues de Oliveira, no seu Sumário de 1551, a menciona na Freguesia de Santa Justa. Nela existiu o Hospital dos Clérigos Pobres que foi incorporado no Hospital de Todos-os-Santos. Seria uma rua maior que a desenhada após o Terramoto de 1755 que no meio e perpendicularmente tinha uma antiga ruela sem saída.

Também o olisipógrafo Gomes de Brito, num artigo de O Popular, de 4 de Junho de 1902, recorda que  «Mandou a actual administração municipal, pela repartição competente, reformar os disticos d’esta rua, restituindo-os á sua verdadeira fórma: – Betesga, e não Bitesga. (…) ».

E pelo Edital municipal de 28/08/1950 a Rua da Betesga ficou com as dimensões que hoje lhe conhecemos, limitada pelas Praças da Figueira e a de Dom Pedro IV, que justifica como impossibilidade a expressão popular  «Meter o Rossio na Betesga» ou, mais tarde, «Meter o Rossio na Rua da Betesga».

O Café Valenciana, nos nºs 12-14 desta Rua da Betesga, propriedade de Manuel José Cunha, também participou na causa republicana já que na época serviu de ponto de apoio para entrega de dinheiro e material explosivo para fabrico de bombas.

Placa Tipo III

Placa Tipo III
(Foto: Artur Matos)

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