A rua do portuense Basílio Teles

Na Ilutração Portruguesa de 16.10.1905

Na Ilustração Portuguesa de 16.10.1905

Basílio Teles, um republicano com um papel importante no 31 de Janeiro, jornalista e professor de literatura, está desde 1932 e, sete anos após o seu falecimento, perpetuado na que era a Rua G do projecto aprovado em sessão da Câmara de 15/05/1930.

O mesmo  Edital de 12/03/1932 também colocou outro republicano, o Dr. António Granjo (na Rua F), a nobelizada  Marie Curie como Madame Curie (tornando a Rua B em Avenida ),  os escritores Ramalho Ortigão e Fialho de Almeida (nas Ruas D e E) e, o desportista Dr. António Martins (na Rua A) nos «arruamentos constantes do projecto aprovado em sessão de 15 de Maio de 1930, situado entre a Estrada de Benfica, marquês da Fronteira e Estrada de Campolide».

Basílio Teles (Porto/14.02.1856 – 10.03.1923/Porto), nascido na freguesia de Massarelos, estudou no Porto, na Academia Politécnica  e na Escola Médico-Cirúrgica mas acabou por se dedicar a ensinar no liceu  as disciplinas de Literatura, Filosofia e Ciências Naturais, ao mesmo tempo que escrevia para jornais políticos e literários, defendendo os seus ideais republicanos, nomeadamente no Intransigente.

Basílio Teles pertenceu ao Clube de Propaganda Democrática do Norte e, enquanto filiado no Partido Republicano Português, deteve um papel importante na preparação da revolta de 31 de janeiro de 1891, o que o levou ao exílio e só após amnistia regressou a Portugal. Integrou então o diretório do partido de 1897 a 1899 e, de 1909 a 1911.  Em 1910, recusou a a pasta das Finanças no primeiro governo republicano, tal como o fez em 1915 para   a pasta da Guerra.

Em 1911 publicou Ditaduras, um opúsculo onde compilou os artigos publicados no diário portuense A Voz Pública e, recebeu quatro votos na eleição do 1º Reitor da Universidade do Porto, ganha pelo Matemático Francisco Gomes Teixeira. Durante a I Guerra Mundial editou diversas brochuras sobre o conflito ou inspiradas por ele (Na FlandresO nó dos BalcãsA França e a guerra de 70,  A situação militar europeia,  A Inglaterra pacifista ou, O Imperialismo germânico, entre outros).

Deixou ainda várias obras publicadas na área da história e da economia entre as quais: O Problema Agrícola (1899) , Estudos Históricos e Económicos (1901), Introdução ao Problema do Trabalho Nacional (1902), Do Ultimatum ao 31 de Janeiro (1905), e ainda,  em edição póstuma, Figuras Portuguesas (1961) e Memórias Políticas (1969).

Placa Tipo IV - Freguesias de Campolide e São Domingos de Benfica

Placa Tipo IV – Freguesias de Campolide e São Domingos de Benfica
(Foto: José Carlos Batista)

 

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