A Rua dos Heróis de Quionga de 1916

 

Freguesias de Arroios e Penha de França  (Foto: Artur Matos)

Freguesias de Arroios e Penha de França
(Foto: Artur Matos)

 

Este arruamento perpetua na memória de Lisboa aqueles que combateram e recuperaram o posto moçambicano de Quionga, junto à foz do Rovuma, em 10 de abril de 1916, que havia sido ocupado pelos alemães no final do séc. XIX, quando Hintze Ribeiro era Presidente do Conselho de Ministros e com as pastas dos Negócios Estrangeiros e da Fazenda, e que só voltou à posse portuguesa com o final da I Grande Guerra, em 1919.

Passados sete meses sobre a tomada de Quionga a edilidade alfacinha fixou o acontecimento na cidade, pelo Edital de 27/11/1916, como Rua Heróis de Quionga, na que até aí era a Travessa do Caracol da Penha.

O tratado resultante da Conferência de Berlim de 1885 reconhecera a nova colónia alemã da África Oriental e os direitos de soberania de Portugal sobre todos os territórios a sul do rio Rovuma, que seria fronteira desde a sua foz à confluência do rio Messinge. Mas logo em 16 de junho de 1894 uma força naval alemã desembarcou um destacamento que ocupou Quionga bem como à zona limítrofe de 45 hectares. Depois de declarada a guerra a Portugal pela Alemanha, em 9 de março de 1916, o governador -geral de Moçambique Álvaro de Castro propôs a ocupação de Quionga, o que foi concretizado em 10 de abril de 1916 numa expedição comandada pelo tenente-coronel Moura Mendes. Depois, a Conferência de Paz de Versalhes, de setembro de 1919, reconheceu os direitos portugueses e o território foi oficialmente reintegrado no espaço de Moçambique pela Lei nº 962, de 2 de abril de 1920.

 

Placa Tipo II (Foto: Artur Matos)

Placa Tipo II
(Foto: Artur Matos)

 

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