O Chile em Lisboa desde 1928

Freguesia de Arroios (Foto: Artur Matos)

Freguesia de Arroios (Foto: Artur Matos)

 

O Chile chegou à toponímia de Lisboa por proposta do vereador Quirino da Fonseca na sessão de Câmara de 25 de outubro de 1928 e, consequente Edital municipal de dia 27.

Nas atas da reunião camarária pode ler-se «O Sr. Quirino da Fonseca: – Sr. Presidente apresento as seguintes propostas: ‘Estando a ultimar-se a Rotunda onde actualmente chega a Avenida Almirante Reis, tenho a honra de propor que, em homenagem à República Sul Americana do Chili, essa Rotunda seja denominada Praça Chili. Lidas na Mesa, foram admitidas e aprovadas as propostas do Sr. Quirino da Fonseca, a primeira por maioria e as restantes por unanimidade, tendo incidido votação em escrutínio secreto sobre as duas primeiras.»

No centro desta Praça do Chile ergue-se desde a década de 50 do séc. XX uma estátua de Fernão de Magalhães que foi oferecida pelo governo chileno à cidade de Lisboa, por ocasião do II Congresso Mundial das Capitais. A estátua é do escultor chileno Guilherme de Córdoba  e é uma réplica da que existe numa praça da cidade chilena de Punta Arenas, capital da região de Magallanes (Magalhães).  O monumento foi inaugurado 22 anos depois da atribuição do topónimo, em 17 de outubro de 1950 e substituiu a  estátua de Neptuno que lá estava e  hoje podemos encontrar no Largo de Dona Estefânia.

 

Placa Tipo II (Foto: Artur Matos)

Placa Tipo II (Foto: Artur Matos)