A Travessa da Manutenção Militar do Estado

Freguesia do Beato  (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Beato
(Foto: Sérgio Dias)

Tal como a Rua da Manutenção, a Travessa da Manutenção consagra a Manutenção Militar, um estabelecimento fabril do exército português destinado a assegurar o fornecimento de víveres às forças militares.

 Ambos os topónimos começaram por ser «da Manutenção do Estado» mas viram a sua denominação encurtada por deliberação camarária de 22/06/1921 e Edital de 30/06/1921.

A Manutenção Militar foi criada pelo Decreto de 11 de junho de 1897,  em conformidade com o disposto no art.º 4.º da Carta de Lei de 19 de Julho de 1888, e foi instalada no antigo Convento de freiras carmelitas ou Grilas, no Beato. Já no ano anterior, a 13 de janeiro, o Governo determinara que o Ministério da Guerra tomasse posse do edifício, já em adaptação pelo risco do Engº Renato Baptista, que sobre essa matéria publicou o livro Manutenção Militar. A Manutenção incluía uma fábrica de moagem, de panificação e de bolacha, depósitos, armazéns, cocheiras e cavalariças.

O primeiro diretor da Manutenção Militar foi o Comandante Augusto Eugénio Alves, no período de 1897 a 1900, mas a toponímia lisboeta apenas regista um outro diretor, Artur Xavier da Mata Pereira, que a dirigiu de 1942 a 1944.

No entanto,a responsabilidade pela alimentação militar foi atribuída ao Estado em 1772. Trinta e nove anos depois, em 1811, foi criado o Comissariado de Víveres do Exército e, cinquenta anos depois, por iniciativa do então Ministro da Guerra, Marquês de Sá da Bandeira, iniciou-se a a título experimental o fabrico e fornecimento de pão ao Exército por administração direta do Estado sendo criada então no ano seguinte a Padaria Militar,  no Aterro da Boa Vista, junto à rocha do Conde de Óbidos, que virá a originar a Manutenção Militar do Estado. O 1.º Regulamento da Manutenção Militar nasceu em 1907 e nele se especifica «que é um estabelecimento com sede em Lisboa (Beato) com sucursais e depósitos noutros pontos do País, destinado à preparação e distribuição de víveres ao Exército e a outras instituições oficiais.»

Placa Tipo II (Foto: Sérgio Dias)

Placa Tipo II
(Foto: Sérgio Dias)

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