A Rua do olímpico António Martins, o 3º desportista da toponímia de Lisboa

Hoje é o Dia Olímpico e a oportunidade para lembrar a Rua que Lisboa dedica ao atleta olímpico desde 1924, António Martins, o 3º desportista incluído na toponímia alfacinha, tendo o  atleta olímpico Francisco Lázaro sido o primeiro.

O desportista António Martins foi imortalizado em Lisboa na Rua A do projecto aprovado em sessão da Câmara de 15/05/1930, como Rua Dr. António Martins, pelo mesmo edital de 25/02/1932 que determinou que «aos arruamentos constantes do projecto aprovado em sessão de 15 de Maio de 1930, situado entre a Estrada de Benfica, marquês da Fronteira e Estrada de Campolide» fossem dados os nomes da nobelizada Madame Curie (na Avenida B), dos escritores Ramalho Ortigão e Fialho de Almeida (ruas D e E, respetivamente), do jornalista e professor de literatura Basílio Teles (Rua G) e do primeiro ministro assassinado na Noite Sangrenta, António Granjo (Rua F).

O Dr. António Martins foi o terceiro desportista a ser incluído na toponímia lisboeta, numa artéria da freguesia de São Domingos de Benfica, depois de Francisco Lázaro (edital de 09/12/1924) e, do fundador do Ginásio Clube Português, Luís Monteiro (edital de 19/06/1926), sendo o quarto, também António Martins de nome mas Mestre de esgrima  (edital de 14/03/1932).

António Augusto da Silva Martins (Abrantes/04.04.1892 – 03.10.1930/Lisboa), licenciado em Medicina em 1917, foi mobilizado na I Guerra e tomou parte numa expedição a Moçambique em 1918, tendo ainda representado o Exército Português no concurso de tiro interaliado, em 1919, em Paris. Enquanto médico, António Martins foi assistente de Anatomia e de Cirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa e, a partir de 1928, cirurgião dos hospitais de Lisboa, mantendo em paralelo, um particular interesse pelo desporto.

Ainda estudante de Liceu em Coimbra, iniciou-se na prática de ginástica sueca, natação e atletismo, alcançando em 1906 a vitória numa prova de saltos em altura. Já em Lisboa, ingressou no Clube Internacional de Futebol (CIF), de 1912 a 1924, e dedicou-se às modalidades de natação, esgrima, hipismo e até boxe, embora se tenha especializado no atletismo e no tiro de guerra e de chumbo. Em 1924, foi seleccionado para representar Portugal na prova de lançamento do disco nos Jogos Olímpicos de Paris e coube-lhe transportar a bandeira nacional no desfile inaugural, para além de como atirador de precisão, tanto com espingarda como com pistola, António Martins se ter afirmado como o melhor especialista do País com honrosos resultados e inúmeros triunfos. Nos Jogos Pershing, em França, conquistou os primeiros lugares e nas provas nacionais, somou uma série de vitórias: foi campeão de Portugal com arma de guerra em 1917, 1919, 1920, 1921 e 1925, assim como campeão de pistola de guerra de 1920 a 1928, bem como de pistola livre de 1925 a 1929. Faleceu tragicamente aos 38 anos na Carreira de Tiro de Pedrouços, ao disputar o concurso de Tiro de 1930 promovido pela Federação Portuguesa de Tiro, quando após pousar a carabina sobre o pé direito, a arma se disparou e a bala se alojou no occipital.

António Martins foi pai dos dois clínicos António e Francisco Gentil Martins, bem como do filho não reconhecido António Rosa Casaco.

Rua Doutor António Martins planta

 

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