A Praça de José, pintor e especialista de cerâmica portuguesa

Freguesias dos Olivais e do Parque das Nações (Foto: Sérgio Dias)

Freguesias dos Olivais e do Parque das Nações
(Foto: Sérgio Dias)

Passa no próximo domingo o 158º aniversário do pintor José Queirós,  um especialista de cerâmica portuguesa,  razão para evocarmos a artéria lisboeta que lhe é dedicada nas freguesias de Olivais e Parque das Nações.

Em 1932,  o nome de José Queirós foi dado à Rua B do Casal de Sete Rios por deliberação camarária de 14 de abril e Edital de dia 19 seguinte, num arruamento projetado que nunca chegou a ter execução pelo que em 1973, uma carta de Armando Gonçalo Sampaio Portelinha, solicitando atribuição de nome à praça vulgarmente conhecida por Praça de Moscavide, levou a Comissão Municipal de Toponímia a sugerir o nome de José Queirós para essa praça e este topónimo foi fixado pela edilidade através do Edital de 15/02/1973 na artéria que era a Praça vulgarmente conhecida por Praça de Moscavide, situada na confluência das Avenidas Infante D. Henrique, Dr. Francisco Luís Gomes e Dr. Alfredo Bensaúde.

José Queirós por Columbano,  1885

José Queirós por Columbano, 1885

José Queirós (Lisboa/13.07.1856 – 31.07.1920) foi um pintor discípulo de Columbano e de Malhoa.  Foi também um dos fundadores do Grémio Artístico que viria a originar a Sociedade Nacional das Belas Artes, membro da Sociedade Promotoras de Belas Artes em Portugal (1873 a 1887) e da secção de Arqueologia lisbonense da Associação de Arqueólogos Portugueses, a  que presidiu de 1920 a 1925 e ainda, conservador do Museu  Nacional da Arte Antiga em 1911.

Outra faceta de José Queirós revelou-se como coleccionador e estudioso de cerâmica e azulejaria, tendo com a sua Cerâmica Portuguesa (1907), onde inventariou a cerâmica artística portuguesa,  abrangendo cerca de oito mil peças, sido o pioneiro dos estudos sobre cerâmica portuguesa. Refira-se ainda que foi com ele que em Maio de 1911 foi aberta a sala de Cerâmica e Vidros do Museu de Arte Antiga e que a sua actuação também permitiu que se restabelecesse a velha indústria dos tapetes de Arraiolos, em risco de perder-se.

Freguesias dos Olivais e do Parque das Nações (Foto: Sérgio Dias)

Freguesias dos Olivais e do Parque das Nações
(Foto: Sérgio Dias)

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