A senhora Amélia Rey Colaço numa rua de Benfica

Alma Nova, janeiro-março de 1924

Alma Nova, janeiro-março de 1924

Amélia Rey Colaço foi consagrada na toponímia lisboeta logo no mês seguinte ao seu falecimento, por Edital de 21/08/1990, na que era a Rua B, entre a Estrada de Benfica e a Rua Augusto Costa (Costinha),  com a legenda «Actriz 1898 – 1990».

Já em 1983,  uma proposta aprovada pela Junta de Freguesia dos Prazeres solicitava à edilidade  a atribuição de nome de Amélia Rey Colaço à  Travessa do Olival naquela freguesia, tendo a Comissão Municipal dado parecer negativo considerando que «o topónimo Travessa do Olival, a Santos, é antiquíssimo – foi atribuído por Edital de 7 de Novembro de 1874 -» bem como «que de harmonia com o disposto no parágrafo único do artigo segundo dos “Critérios de actuação” adoptados pela Comissão, em sua reunião de 27 de Março de 1980, os antropónimos só devem ser dados em consagração póstuma». Assim, só após o seu falecimento foi colocada em Benfica onde outros nomes do teatro já pontuavam como Augusto Costa (Costinha), Aura Abranches, Lucília Simões e Maria Lalande.

Amélia Smith LaFoucade Rey Colaço Robles Monteiro (Lisboa/02.03.1898 – 08.07.1990/Lisboa) foi uma personalidade de vulto do teatro português do século XX. Filha do pianista e compositor Alexandre Rey Colaço, estreou-se no Teatro República (hoje, São Luiz) em 17 de novembro de 1917, na peça Marinela. Casou em 1920 com o ator Robles Monteiro (1988-1958) com quem também fundou no ano seguinte a empresa teatral que durante mais de 40 anos teve a seu cargo o Teatro Nacional D. Maria II e, nesses anos entre os muitos dramaturgos escolhidos foram aí revelados Gil Vicente e António Ferreira.  Amélia Rey Colaço despediu-se dos palcos em 1974, embora de 1978 a 1980 tenha dirigido a Companhia de Teatro Popular no São Luiz, nomeada pelo Secretário de Estado da Cultura de então, António Reis.

Surgiu uma única vez no cinema, no filme Primo Basílio (1926) de George Pallu, e na televisão, na série Gente Fina é Outra Coisa (1982).

Amélia Rey Colaço atriz, encenadora, empresária teatral e mãe da também atriz Mariana Rey Monteiro, foi ainda agraciada com os graus de Comendador e Oficial da Ordem de Instrução Pública (1933), Comendador da Ordem Militar de Cristo (1967), Comendador (1961) e  Oficial (1978) da Ordem de Santiago da Espada e ganhou o prémio da Crítica Lucinda Simões (1960), o primeiro Prémio Garrett de mérito, para além de ser Dama das Ordem das Artes e das Letras francesa (1971).

Freguesia de Benfica

Freguesia de Benfica

Rua Amélia Rey Colaço mapa

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