No 110º aniversário de Amélia Carvalheira o seu jardim alfacinha

jardim amélia carvalheira cara

No ano do centenário da escultora de arte sacra Amélia Carvalheira foi o seu nome colocado pela edilidade lisboeta num Jardim anexo à igreja de Nossa Senhora de Fátima e, até aí vulgarmente conhecido como Jardim da Avenida Marquês de Tomar, considerando aliás a grande ligação da artista a esta igreja.

Este topónimo resultou de um pedido da Comissão de Homenagem a Amélia Carvalheira, que após o parecer favorável da Comissão Municipal de Toponímia foi aprovado na sessão de câmara de 18/08/2004 e, fixado pelo Edital de 23/09/2004.

Maria Amélia Carvalheira da Silva (Vila Nova de Cerveira – Gondarém/05.09.1904 – 31.12.1998/Lisboa) que hoje completaria 110 anos foi uma escultora que se dedicou essencialmente à arte sacra. Autodidata até 1947, conheceu nesse ano o Mestre Barata Feyo de quem se tornou discípula no atelier das Janelas Verdes. A artista assinou como Quinha até 1948 e depois desse ano como Carvalheira.

O seu trabalho apela à interioridade e a uma atitude íntima de contemplação, estando distribuída um pouco por todo o país e também no estrangeiro, embora consiga uma maior notoriedade e visibilidade em Fátima, sobretudo nas seis estátuas da Colunata, de sua autoria: Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, São Simão Stock, Santo Afonso Maria de Legória, Santo Inácio de Loyola e São Francisco de Salles.

A ligação de Amélia Carvalheira a Lisboa radica desde logo na sua morada no nº 58 da Avenida João Crisóstomo por mais de 60 anos, a menos de dois quarteirões de distância da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, bem como por ter contribuído para o espólio desta igreja com obras suas como Presépio e Nossa Senhora da Paz, para além de ter sido a autora da medalha comemorativa do Cinquentenário da Igreja. Ainda em Lisboa estão presentes obras de Amélia Carvalheira  nas Igrejas de São João de Deus,  de São João de Brito e na de São Nicolau, bem como nas capelas das Irmãs Missionárias de Maria, do Palácio da Cruz Vermelha, do Hospital de Dona Estefânia, das Irmãs Franciscanas e, do Colégio Militar.

Amélia Carvalheira ganhou em 1949 o Prémio de Artes Plásticas Mestre Manuel Pereira (para a escultura),  com a obra intitulada S. João de Deus, em barro policromado, a qual se encontra na capela do Palácio da Cruz Vermelha. Participou em várias exposições, a título individual, em Portugal e no estrangeiro. Em 1992 foi-lhe entregue oficialmente pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, uma condecoração da Santa Sé, a Pro Eclesia et Pontificia e, nesse mesmo ano, também o Presidente da República lhe atribuiu o Grau de Comendadora da Ordem de Mérito.

Freguesia das Avenidas Novas

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