A Praça do Comércio e o Dia Mundial do Turismo

Freguesia de Santa Maria Maior (Foto: José Pascoal)

Freguesia de Santa Maria Maior
(Foto: José Pascoal)

Já que amanhã se celebra o Dia Mundial do Turismo evocamos a praça lisboeta que mais cativa a atenção dos turistas, a Praça do Comércio que já Norberto Araújo descrevia como a «Praça principal de Lisboa, sala de visitas da Cidade – de uma nobilíssima majestade à qual não falta harmonia – todos a temos nos olhos.»

A denominação foi atribuída pelo 1º decreto de toponímia, de D. José I, com a data de 5 de novembro de 1760, em homenagem aos comerciantes de Lisboa que, voluntariamente, cederam 4% sobre os direitos alfandegários de todas as mercadorias para a reconstrução da cidade após o Terramoto de 1755.

Concebida por Eugénio dos Santos e Carlos Mardel após o terramoto de 1755, a Praça do Comércio surgiu integrada num plano alargado de reconstrução da Baixa, num traçado moderno de ruas largas e linhas retilíneas.  Nesta Praça iam confluir as ruas consideradas mais nobres  da cidade: a Rua Augusta, a Rua Áurea e a Rua Bela da Rainha (hoje, Rua da Prata).

Cerca de vinte anos depois do terramoto, a 6 de Junho de 1775, a estátua equestre de D. José, da autoria de Machado de Castro, foi colocada na Praça do Comércio, em linha direita com a artéria que homenageia esse monarca: a Rua da Augusta Figura do Rei. No remate da Rua Augusta foi ainda colocado quase um século depois, em 1873, o Arco da Rua Augusta, ou Arco Triunfal, de Veríssimo José da Costa.

Contudo, a população nem sempre aderiu a homenagear os comerciantes lisboetas que contribuíram para a reconstrução da Baixa teimando, por vezes até nos dias de hoje,  em chamar-lhe Terreiro do Paço, por referência ao Paço da Ribeira erguido neste sítio por D. Manuel, entre 1500 e 1505.

Freguesia de Santa Maria Maior (Foto: José Pascoal)

Freguesia de Santa Maria Maior
(Foto: José Pascoal)

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4 thoughts on “A Praça do Comércio e o Dia Mundial do Turismo

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