A Rua dedicada a Maluda, no seu 80º aniversário

Maluda, Janelas de Lisboa, 1981

Maluda, Janelas de Lisboa, 1981

Maria de Lurdes Ribeiro, que se fixou na nossa memória como Maluda, completaria amanhã 80 anos e, desde há 7 anos, pelo Edital municipal de 27/04/2007 que dá o seu nome à Rua 1 – arruamento projectado ao Bairro das Galinheiras.

Maria de Lurdes Ribeiro (Índia – Pangim/15.11.1934 – 10.02.1999/Lisboa) pintou sobretudo Lisboa, a sua luz e o lado geométrico e contrastante da cidade, nomeadamente, nas suas séries de finais dos anos 70, «Quiosques de Lisboa» e «As Janelas de Lisboa». A série dos quiosques foi consagrada numa coleção de selos editada pelos CTT, com a qual ganhou os prémios mundiais de Melhor Selo em Washington, em 1987, para a a sua representação do famoso Quiosque Tivoli da Avenida da Liberdade, e em Perigueux, em 1989.

Maluda começou na pintura como retratista autodidata, integrada no grupo Os Independentes ainda em Lourenço Marques (onde viveu a partir de 1948) e, depois estudou em Lisboa, Londres, Suíça e Paris, onde trabalhou na Académie Grande Chaumiére com os pintores Jean Augame e Michel Rodde, altura em que se interessou pelo retrato e por composições da paisagem urbana, como os «Faróis da Costa Portuguesa» e as «Fortalezas da Madeira». Em 1967 fixa-se em Lisboa e, logo no ano seguinte pinta os seus primeiros óleos da cidade, para logo em 1969 realizar a sua primeira exposição individual na galeria do Diário de Notícias (Lisboa), desenvolvendo a partir daí uma obra artística que inclui retratos, serigrafias, tapeçarias, cartazes, painéis murais, ilustrações e selos de correio. Em 1970, inaugura a sua casa-atelier na Rua das Praças,  no entroncamento da Madragoa com a Lapa.

Maluda foi galardoada com o Prémio de Pintura da Academia Nacional de Belas-Artes (1979), o prémio Doutor Gustavi Cordeiro Ramos da Academia Nacional das Belas Artes, com  o Fado Maluda gravado por Carlos Zel com letra de Rosa Lobato de Faria(1993),  o Bordalo da Casa da Imprensa (1994) e, a Ordem do Infante (1998) pelo então Presidente da República Jorge Sampaio para além de, em 2001, José-Augusto França eleger o seu quadro «Portel» (1986) como um dos 100 Quadros Portugueses do Século XX.

Em testamento a artista instituiu o Prémio Maluda a atribuir pela Sociedade Nacional de Belas-Artes.

Freguesia de Santa Clara (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Clara
(Planta: Sérgio Dias)

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