João de Oliveira Miguens, o republicano comerciante de Alcântara

Freguesias de Alcântara e da Estrela (Foto: José Carlos Batista)

Freguesias de Alcântara e da Estrela
(Foto: José Carlos Batista)

Em Junho de 1913, quase três anos após a implantação da República, a Câmara Municipal de Lisboa perpetuou na memória da cidade João de Oliveira Miguens, conhecido republicano e comerciante de Alcântara.

Foi pelo Edital de 6 de junho de 1913 determinado «que a antiga rua Cascaes passe a denominar-se rua de João d’ Oliveira Miguens», com início na Avenida 24 de Julho e fim na Rua Prior do Crato, sita então nas Freguesias dos Prazeres e de Alcântara.  Quatro anos mais tarde, por edital municipal de 25/05/1917, foi desanexada da Rua João de Oliveira Miguens a parte compreendida entre a Rua Fradesso da Silveira e a margem do Tejo ficando com a antiga denominação de Rua Cascais.

João de Oliveira Miguens (1867-07.01.1907) era o proprietário da Casa do Povo d’Alcântara, na antiga Rua do Livramento (hoje Rua Prior do Crato), ocupando os nºs 137, 139, 141 e 143,  uma loja virada sobretudo para os tecidos e roupas. Refira-se que os  fregueses dos Armazéns da Casa do Povo d’Alcântara também recebiam pratos-brinde executados pela Fábrica de Louça de Alcântara (fundada em 1885). Após a morte de João de Oliveira Miguéns em 1907, sobre o edifício dos Armazéns foi construída a sede do Atlético Clube de Portugal, da autoria de Guilherme Francisco Baracho.

Oliveira Miguéns pertenceu ao diretório do Partido Republicano Português, foi Grão-Mestre da Maçonaria e, em 1902, por ocasião do Convénio, organizou uma tentativa de levantamento armado em Alcântara.

João de Oliveira Miguens recebeu uma cerimónia de homenagem um ano após o seu falecimento, no dia 7 de janeiro de 1908, na Sociedade Promotora de Instrução (depois, de Educação Popular), então sediada no nº 6 da Rua de Alcântara, na qual discursaram Inácio da Conceição Estrela, Fernão Boto Machado, Fernão Pires, Joaquim Ferreira da Silva, Joaquim Ribeiro Moita e Arnaldo de Carvalho. Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres junto de um monumento erguido por subscrição pública e com o seguinte epitáfio: «Ao Livre Pensador, Sincero Democrata e Honrado Cidadão João d’Oliveira Miguens, os seus amigos, correligionários e admiradores. 1909».

 

No Almanaque Bertrand de 1905

No Almanaque Bertrand de 1905

Freguesias de Alcântara e Estrela

Freguesias de Alcântara e da Estrela

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A única personagem de banda desenhada na Toponímia de Lisboa

corto maltese - cara

Começa hoje a 42ª edição do Festival de Banda Desenhada de Ângouleme, razão para evocarmos a única personagem desta arte incluída na toponímia de Lisboa, numa Travessa do Parque das Nações: Corto Maltese.

Esta artéria que liga o Passeio dos Heróis do Mar à Rua Ilha dos Amores foi uma herança da Expo 98 e da sua reconversão em Parque das Nações sendo os topónimos integrados na cidade de Lisboa pelo Edital de 16/09/2009. E para além de Corto Maltese as artérias paralelas, também designadas como Travessas, receberam outros heróis dos mares na ficção: Sandokan, Sinbad e Robinson Crusoé.

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações                                                                          (Foto: Sérgio Dias)

Corto Maltese, o marinheiro do início do século XX que viaja pelos quatro cantos do mundo e em cada lugar conhece sempre uma nova mulher, é uma criação do desenhador italiano Hugo Pratt (1927- 1995), que nasceu na revista italiana Sgt. Kirk em 10 de julho de 1967 em A Balada do Mar Salgado. A popularidade da personagem espalhou-se por toda a Europa e o Museu da Banda Desenhada de Ângouleme dedicou-lhe mesmo uma estátua em bronze admirando as águas do Charente.

Estátua de Corto Maltese em Ângouleme

Estátua de Corto Maltese em Ângouleme

Freguesia do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações

Fernando Valle numa artéria do Alto do Lumiar

Freguesia de Santa Clara (Foto: Rui Mendes)

Freguesia de Santa Clara
(Foto: Rui Mendes)

Fernando Valle, médico e fundador do Partido Socialista, dá o seu nome a uma Praceta do Alto do Lumiar que liga a Avenida Nuno Krus Abecassis ao Jardim Maria da Luz Ponces de Carvalho, desde 2008.

O topónimo nasceu a partir de um Voto de Pesar da Assembleia Municipal de Lisboa e pelo Edital nº 63/2008, de 3 de julho, tomando a Praça Sul na Malha 20.1 do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar a designação de Praceta Fernando Valle, com a legenda «Médico e Politico/1900 – 2004».

O homenageado é Fernando Baeta Cardoso do Valle (Arganil – Côja/30.07.1900 – 26.11.2004/Coimbra) que nos  seus 104 anos de existência deixou uma marca de humanidade como característica sua. Oriundo de uma família de médicos que defendia os ideais republicanos e, licenciado em medicina, em Coimbra,  exerceu atividade clínica na sua terra natal a partir de 1926, para além de ser médico municipal e delegado de saúde (até 1948). Ficou rapidamente conhecido como o médico de toda a gente, particularmente dos mais humildes, porque não raras vezes pagou do seu bolso os medicamentos que necessitavam.

Foi um dos fundadores do Partido Socialista em 19 de Abril de 1973, em Bad-Munstereifel (Alemanha), com outros 26 como Mário Soares e António Arnaut, e do qual veio a ser membro das comissões Nacional e Diretiva e, a tornar-se Presidente Honorário a partir de Março de 2000. Desde os seus tempos de estudante em Coimbra que participara em lutas pela defesa dos seus ideais e contra as ditaduras na Península Ibérica pelo que foi perseguido e até preso no Aljube. Orgulhava-se de ser rotulado como Republicano, Democrata, Maçon, Resistente Antifascista, Intelectual e Socialista e, desempenhou os cargos de presidente da Comissão Administrativa da Câmara de Arganil (em 1974) e de governador civil de Coimbra (entre 1976 e 1980), sendo galardoado com a Ordem da Liberdade (1981), a Grã-Cruz da Ordem de Mérito (1989), a Medalha de Ouro do Concelho de Arganil, o título de Cidadão honorário do Concelho de Terras do Bouro (2004), um prémio com o seu nome instituído pela Ordem dos Médicos para distinguir clínicos gerais, a inauguração do Hospital de Cuidados Continuados Dr. Fernando Valle, por parte da Santa Casa da Misericórdia de Arganil – no edifício contíguo à Igreja da Misericórdia e que durante muitos anos foi a residência de Fernando Valle – e o lançamento da Fundação Fernando Valle, com um centro de estudos documental, numa propriedade da sua família, a Quinta do Casal, em Côja.

Edital de 00.000.2008

Edital de 03.07.2008

Freguesia de Santa Clara

Freguesia de Santa Clara

A Rua do multifacetado Augusto Pina no dia do seu aniversário

Freguesia de São Domingos de Benfica - Placa Tipo IV (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Domingos de Benfica – Placa Tipo IV
(Foto: José Carlos Batista)

Augusto Pina, um multifacetado homem do teatro e da ilustração dá nome a uma rua da Freguesia de São Domingos de Benfica desde a publicação do Edital  municipal de 5 de junho de 1972, tal como o seu irmão Mariano Pina.

Augusto foi fixado na Rua C à Rua Prof. Reinaldo dos Santos, com a legenda «Cenógrafo/1872 – 1938», enquanto o seu irmão Mariano ficou na Rua B à Rua Prof. Reinaldo dos Santos, com a legenda «Jornalista/1860 – 1899».

Augusto Pina em 1904

Ilustração Portuguesa, 03.01.1904

Augusto Pina (Alcobaça/27.01.1872 – 09.10.1938/Monte Estoril), formado na Escola de Belas Artes de Lisboa e com estudos complementares em Paris – na Academia Julien -, trabalhou como decorador e cenógrafo de teatro, assim como ilustrador de jornais e revistas.

O teatro foi o seu mundo e nesse âmbito foi professor de Cenografia e Decoração Teatral do Conservatório de Lisboa, bem como diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II. Refira-se ainda que na direção do Casino Estoril, também ganharam fama as suas festas exuberantes. Sucedeu a Rafael Bordalo Pinheiro como decorador do Clube dos Fenianos, no Porto. Fez decorações não só para peças de teatro mas também para cortejos cívicos, históricos e carnavalescos.

Como ilustrador assinava como «Augustus» n’O Microbio e manteve colaboração regular na prestigiada revista Illustração (1884-1892), editada e dirigida pelo seu irmão Mariano, em Paris. Também cultivou a aguarela, com vários êxitos em exposições em Portugal e no Brasil, inserido na pintura naturalista.

Freguesia de São Domingos de Benfica (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Domingos de Benfica
(Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Domingos de Benfica

Freguesia de São Domingos de Benfica

O camoniano Afrânio Peixoto numa Praça alfacinha

Na Ilustração Portuguesa, 1926

Na Ilustração Portuguesa, 1926

O médico brasileiro Afrânio Peixoto notabilizou-se como estudioso de Camões e dois anos após a sua morte deu o seu nome a uma Praça da então Freguesia de São João de Deus, hoje Freguesia do Areeiro.

Foi pelo Edital municipal de 29 de julho de 1948 que a Praça situada no arruamento a sul do Caminho de Ferro, na zona compreendida entre a Alameda Dom Afonso Henriques e a Linha Férrea de cintura, passou a Praça Afrânio Peixoto e, pelo mesmo Edital foram dados nos arruamentos próximos topónimos com  cidades capitais – Paris, Londres, Madrid e Rio de Janeiro -, personalidades conhecidas e conceituadas na época, como os escritores Cervantes, João do Rio, Vítor Hugo e os cientistas Edison, Marconi, Pasteur bem como o único Papa português, João XXI.

Júlio Afrânio Peixoto (Baía/1876-1946/Rio de Janeiro) embora médico distinguiu-se como criador da cadeira de Estudos Camonianos nas Universidades de Lisboa e Rio de Janeiro, assim como pela vasta bibliografia camoniana que publicou: Camões e os Lusíadas, A camonologia e os estudos camonianos, A Medicina dos Lusíadas, Alma minha gentil e Letras Camonianas, Camões Humanista e Virgílio e Camões.

Afrânio Peixoto foi também Presidente da Academia Brasileira de Letras, Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Lisboa e de Coimbra, sócio da Academia de Ciências de Lisboa e de Academia Portuguesa de História.

Freguesia do Areeiro (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Areeiro
(Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Areeiro

Freguesia do Areeiro

A Rotunda Pupilos do Exército

Freguesia de São Domingos de Benfica (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Domingos de Benfica
(Foto: Sérgio Dias)

A Câmara Municipal de Lisboa associou-se ao centenário do Instituto dos Pupilos do Exército quando este se comemorou em 2011 dando corpo a um desejo formulado pela Associação dos Pupilos do Exército para homenagear a instituição através da atribuição do seu nome a uma rotunda próxima das suas instalações que assim passou a denominar-se Rotunda Pupilos do Exército.

O Instituto Militar dos Pupilos do Exército, foi fundado em 1911, pelo Decreto-Lei de 25 de maio, por iniciativa do General António Xavier Correia Barreto, ao tempo Ministro da Guerra, com o nome de Instituto Profissional dos Pupilos do Exército de Terra e Mar e a divisa «Querer é Poder».

Ao longo da sua existência esta escola ministrou cursos em vários níveis de ensino, sendo os seus alunos conhecidos por «Pilões». Assim granjeou várias condecorações como Membro-Honorário da Ordem da Instrução Pública (1953), da Ordem Militar de Cristo (1957), da Ordem Militar de Santiago da Espada (1981), da Ordem Militar de Avis (1988), da Ordem do Infante D. Henrique (2011) e a Medalha Grau Ouro de Serviços Distintos (1996), bem como as brasileiras Medalha Marechal Trompowsky (2012) e Medalha Comemorativa do Centenário do Colégio Militar de Porto Alegre (2013).

Freguesia de São Domingos de Benfica - Placa Tipo IV (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Domingos de Benfica – Placa Tipo IV
(Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de São Domingos de Benfica

Freguesia de São Domingos de Benfica

A Rua do Sampaio que gostava de Giordano Bruno

Freguesia de Campo de Ourique (Foto: José Carlos Batista)

Freguesia de Campo de Ourique
(Foto: José Carlos Batista)

José Pereira de Sampaio que escolheu ser Bruno de pseudónimo por causa de Giordano Bruno ficou imortalizado como  Sampaio Bruno no arruamento até aí designado por Rua nº 5 do Bairro de Campo de Ourique, por via do Edital municipal de 12 de março de 1932 que, para além deste defensor dos ideais republicanos, também consagrou o oficial e político republicano Carlos da Maia.

na Ilustração Portuguesa, 02.05.1904

na Ilustração Portuguesa, 02.05.1904

José Pereira de Sampaio (Porto/30.11.1857 – 06.11.1915/Porto), notabilizou-se como jornalista, escritor e propagandista da República. Fundou vários semanários na sua cidade do Porto como O Democrata O Norte Republicano (em 1881) ou o diário A Discussão (1883 – 1887).  Com Joaquim Gomes de Macedo também  fundou A República Portuguesa (em 1890) mas com o 31 de janeiro de 1891 o jornal foi suspenso pelas autoridades logo no dia seguinte, reaparecendo dois meses depois para nova suspensão e consequente substituição pelo A Voz Pública, onde Sampaio Bruno colaborou de 1894 a 1908. Colaborou ainda nas revistas HarpaTribuna (1874) , Galeria Republicana (1882-1883) e Serões (1901-1911), assim como no diário Folha Nova. A paixão jornalística vinha de trás já que aos catorze anos vira o seu 1º artigo publicado no Diário da Tarde (1872), ano em que com Júlio Barbosa e Silva, Henrique Barbosa e A. Cardoso fundou o jornal académico O Laço Branco e, no ano seguinte, em colaboração com Gervásio Ferreira de Araújo e António Pereira de Sampaio produziu o jornal Vampiro.

Sampaio Bruno integrou o Directório do Partido Republicano Português e, na sequência do Ultimato britânico de 1890, elaborou os estatutos da Liga Patriótica do Norte, com Antero de Quental e Basílio Teles e, participou na Revolta republicana de 31 de janeiro de 1891, de cujo Manifesto foi aliás redator, pelo que depois teve de se exilar, em Madrid e Paris, experiência da qual nasceu a publicação de «Manifesto dos Emigrados da Revolução Republicana Portuguesa de 31 de janeiro de 1891» e  Notas do Exílio (1893), no seu regresso a Portugal após amnistia.

O seu primeiro ensaio publicado foi Análise da Crença Cristã – Estudos críticos sobre o cristianismo (1874) que na época suscitou polémica na conservadora sociedade portuguesa de então. Em 1876 editou um ensaio intitulado A propósito do Positivismo e dez anos depois coligiu uma série de ensaios sobre os modernos novelistas portugueses no volume A Geração Nova. Depois, Sampaio Bruno começou a defender contornos místicos e esotéricos em títulos como A Ideia de Deus (1902) ou O Encoberto (1904),  num progressivo afastamento do racionalismo mas sempre com traços deístas, anticlericais e progressistas. Refira-se que influenciou Fernando Pessoa que em 1915 lhe enviou o 1º nº da Orfeu pedindo opinião.

Em 1911, depois de receber ameaças terminou a publicação do Diário da Tarde, no Porto e, desde 1909 que era diretor da Biblioteca Pública Municipal do Porto, cargo que manteve até à sua morte em 1915.

Freguesia de Campo de Ourique - Placa Tipo II (Foto: José Carlos Batista)

Freguesia de Campo de Ourique – Placa Tipo II
(Foto: José Carlos Batista)

Freguesia de Campo de Ourique

Freguesia de Campo de Ourique

Avenida de Berna

A Avenida de Berna como a Praça do Brasil (hoje, Largo do Rato) e a Avenida dos Estados Unidos da América foram logo atribuídos no 1º Edital municipal após a implantação da República, de 5 de novembro de 1910. A Avenida de Berna nasceu como Rua de Berne e só pelo Edital de 03/08/1911 passou a Avenida.

Venha connosco percorrê-la!

(Produção: Sérgio Dias)

O Chinquilho numa Praceta alfacinha

Freguesia de Alcântara

Freguesia de Alcântara

O Chinquilho, também conhecido nas suas variantes como jogo da malha ou até do fito, dá nome a uma Praceta situada nas traseiras da Rua Diogo Cão, que dá acesso à sede de um clube onde se pratica essa modalidade, desde a publicação do Edital de 11/11/1983 .

Foi a Junta de Freguesia de Alcântara que solicitou à CML a atribuição de nomenclatura e a Comissão Municipal de Toponímia correspondeu favoravelmente considerando que «a praceta em causa dá acesso exclusivamente às instalações do Grupo Sport Chinquilho Junqueirense e Giestal», coletividade fundada em 31 de agosto de 1930.

O jogo do chinquilho é um desporto de pontaria cujo  objetivo é que o arremesso de uma malha (disco de metal ou pedra chata) derrube um pino que se encontra a cerca de 18 metros de distância. Cada derrube do pino vale 2 pontos e quem conseguir ter a malha mais próxima do pino obtém um ponto. O jogo termina aos 24 pontos.

Freguesia de Alcântara (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Alcântara                                                                                                 (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Alcântara

Freguesia de Alcântara

A Avenida São João de Deus

Freguesia do Areeiro (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia do Areeiro
(Foto: Sérgio Dias)

A Avenida São João de Deus foi um topónimo atribuído por Edital municipal de 23/09/1950 ao arruamento ao longo do Caminho-de-Ferro (lado Sul) do plano de urbanização da zona compreendida entre a Alameda Dom Afonso Henriques e a linha férrea de cintura, situado entre a Rua Alves Torgo e a Avenida de Roma.

Refira-se que três anos mais tarde, em 8 de março de 1953, no dia de São João de Deus, foi inaugurada a nova paróquia e igreja de São João de Deus, que recolheu parte do espólio da antiga Igreja do Socorro (incluída nas demolições do Martim Moniz) e, ainda depois, a reforma administrativa de 7 de fevereiro de 1959 criou também a Freguesia de São João de Deus que hoje, por via da reorganização administrativa de 8 de novembro de 2012 é um território que integra a Freguesia do Areeiro.

João Cidade (Montemor-o-Novo/08.03.1495 – 08.03.1550/Granada – Espanha) que se tornou São João de Deus, distinguiu-se na assistência aos pobres e aos doentes, através de um Hospital que fundou em Granada, no ano de 1539 e a partir daí criou também a Ordem dos Irmãos Hospitaleiros. Foi beatificado em 28 de outubro de 1630 e canonizado em 16 de outubro de 1690, sendo o padroeiro dos hospitais, dos doentes e dos enfermeiros.

Edital nº tal de tal e tal

Edital de 23.09.1950

Freguesia do Areeiro

Freguesia do Areeiro