Duas efemérides da Avenida de Ceuta em 2015

Freguesias de Alcântara, Campolide, Campo de Ourique, Estrela (Foto: Sérgio Dias)

Freguesias de Alcântara, Campolide, Campo de Ourique, Estrela
(Foto: Sérgio Dias)

Neste ano de 2015 a Avenida de Ceuta carrega consigo duas efemérides: os 600 anos da tomada de Ceuta pelos portugueses e o centenário da sua atribuição como topónimo.

Esta artéria que hoje se estende por 4 freguesias – Alcântara, Campolide, Campo de Ourique, Estrela – nasceu como  Avenida da Conquista de Ceuta, por deliberação camarária de 4 de março de 1915, por ocasião do 500º aniversário da conquista de Ceuta. E 56 anos depois, pelo Edital de 05/01/1971, a edilidade encurtou-lhe o nome para Avenida de Ceuta.

A conquista da cidade marroquina de Ceuta, em 21 e 22 de agosto de 1415, por uma expedição comandada pelo próprio rei D. João I, é considerada como momento fundador da Expansão Portuguesa. Devido a esta importância primordial, a conquista de Ceuta tem sido tema de intenso debate na historiografia portuguesa.

No Verão de 1415 um exército de cerca de 20 mil cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos, incluindo a fina flor da aristocracia portuguesa como os infantes Duarte (o herdeiro do trono), Pedro e Henrique, e o condestável Nuno Álvares Pereira, zarpou do porto de Lisboa para o Algarve, no dia 25 de julho, atrasado pela morte da Rainha D. Filipa, a 19 de julho, e de lá largaram nos primeiros dias de Agosto.  O desembarque decorreu com o assalto à praia de Almina, tendo os defensores muçulmanos sido facilmente derrotados e face à debandada das forças inimigas, os infantes D. Duarte e D. Henrique comandaram a ofensiva e penetraram as defesas da cidade, pelo que após algumas horas de combate nas ruas, a cidade foi controlada pelos atacantes portugueses. Segundo Gomes Eanes de Azurara, foi então hasteada a bandeira de Ceuta, que é idêntica à de Lisboa, e nela se acrescentou o brasão de armas do Reino de Portugal. Depois, a grande Mesquita de Ceuta foi convertida em igreja e nela se fez o ritual de armar cavaleiros os príncipes e muitos dos fidalgos que haviam participado na batalha.

Ceuta foi a primeira possessão portuguesa em África, com o principal interesse económico de controlar as rotas marítimas que cruzavam o estreito e as pescas junto à costa atlântica de Marrocos, vantajosa também para combater o corso muçulmano. Por fim, o próprio saque, da conquista de uma cidade portuária tão rica como Ceuta, era apelativo, e o reforço da posição política e diplomática do Reino de Portugal face à Santa Sé pelo sucesso na guerra aos muçulmanos.

 

Freguesias de Alcântara, Campolide, Campo de Ourique, Estrela (Foto: Sérgio Dias)

Freguesias de Alcântara, Campolide, Campo de Ourique, Estrela
(Foto: Sérgio Dias)

Freguesias deste e do outro e mas aquele

Freguesias de Alcântara, Campolide, Campo de Ourique, Estrela

 

 

 

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