Topónimos no feminino na Lisboa do século XXI

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De 2001 até ao presente a edilidade lisboeta atribuiu 37 topónimos femininos, o que dá uma média de 2,4 por ano, e  permite verificar uma maior diversificação das categorias profissionais das homenageadas, sendo de destacar a inclusão da 1ª aviadora portuguesa, Maria de Lourdes Sá Teixeira, num Jardim, da 1ª arquiteta nacional, Maria José Estanco, numa rua e, da jornalista que se dedicou ao Centro Nacional de Cultura, Helena Vaz da Silva, a única a deter a legenda de «Dinamizadora Cultural»na toponímia de Lisboa.

As investigadoras e cientistas passaram a ser maioritárias com 5 registos: a filóloga Luciana Stegagno Pichio, a pedagoga Teresa Ambrósio e a química Branca Edmée Marques em arruamentos da Cidade Universitária, bem como as médicas Cesina Adães Bermudes e Laura Ayres em artérias do Pólo Tecnológico de Lisboa.

Com 4 ocorrências encontramos as escritoras, as mulheres de teatro e as artistas plásticas. Pela obra escrita fixou-se a  Rua Fernanda Botelho, a Rua Natércia Freire, a Rua Odette de Saint- Maurice e, o Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen. Pela obra desenvolvida em prol da arte de Talma perpetuou-se o nome de Luzia Maria Martins num Largo, de Fernanda Alves  e Mariana Vilar em ruas e, de Glícinia Quartin numa Avenida. Nas área das artes plásticas nasceram o Jardim Amélia Carvalheira,  a Rua Eduarda Lapa,  a Rua Maria de Lourdes de Mello e Castro e, a Rua Maluda.

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Ainda com 4 registos encontramos nesta época as religiosas, tendo sido atribuídas por ordem cronológica a Rua de Nossa Senhora do Amparo ( a pedido da Junta de Benfica por ser o orago da freguesia), o Jardim Irmã Lúcia a partir do Voto de Pesar municipal  n.º 4/2005, as Escadinhas das Comendadeiras de Santos e a Rua Beata Ascensão Nicol, fundadora das Missionárias Dominicanas do Rosário.

Pela obra musical surgiram 3 Ruas com nomes femininos:  a Rua da instrumentista Adriana de Vecchi, a Rua da cantora lírica Arminda Correia e, a Rua da fadista Berta Cardoso. Com igual número de registos Lisboa herdou da Expo 98 o Passeio das Musas, o Passeio das Tágides e, a Rua Pedro e Inês, a única que lembra Inês de Castro.

Na política, foram dadas a Rua Alda Nogueira, com a legenda «Resistente Antifascista/1923 – 1998»e,  a Rua Maria de Lourdes Pintasilgo, com a legenda «Política/1930 – 2004», em homenagem à única mulher que até hoje em Portugal exerceu as funções de Primeiro-Ministro.

Ainda com 2 ocorrências, registam-se a humanista Maria Violante Vieira, numa rua , bem como o  Largo Associação Ester Janz, que homenageia uma Instituição Particular de Solidariedade Social, com o nome da proprietária das Empresas Janz, fundada em 1982, para a educação e formação dos filhos dos funcionários do grupo, como aconteceu com o registo de tradições locais com a Rua das Raparigas, na Freguesia de Santa Clara e, a Rua da Quinta das Camareiras, em Carnide. Foi ainda fixada por Edital municipal de 2008/07/03, uma educadora neta de João de Deus com o Jardim Maria da Luz Ponces de Carvalho.

Neste período foram responsáveis pela Toponímia de Lisboa e pela Comissão Municipal de Toponímia já 4 vereadoras, a saber,  Rita Magrinho, Ana Sofia Bettencourt, Gabriela Seara e Catarina Vaz Pinto, para além de pela primeira vez o número de mulheres membros da Comissão ter ascendido a nove.

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