A rua de fazer farinha

Freguesia de Santa Maria Maior (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Maria Maior
(Foto: Sérgio Dias)

A farinha, como o pão para a boca, foi uma necessidade também transposta para a toponímia lisboeta, ainda hoje patente no núcleo mais antigo da cidade.

A Rua das Farinhas, com início no Beco das Farinhas e fim no Largo da Rosa, no território da atual freguesia de Santa Maria Maior mas que até 2012 era de S. Cristóvão e S. Lourenço, terá sido um topónimo fixado na Lisboa seiscentista.

Esta hipótese assenta no facto de já Cristóvão de Oliveira no seu Sumário, em que descreveu a Lisboa de 1551, apresentar a Rua das Farinhas na freguesia de S. Lourenço, tal como faz para o Beco das Farinhas na contígua freguesia de Santa Justa. E esta hipótese subsiste quanto parece descortinar-se a continuidade do topónimo Rua das Farinhas, já que o mesmo se encontra nas descrições paroquiais anteriores ao Terramoto de 1755, na freguesia de S. Lourenço, aliás, bem como o Beco das Farinhas em Santa Justa.

No âmbito da atividade moageira, Lisboa detém hoje ainda um Beco das Farinhas, que foi Beco do Forno até o Edital do Governo Civil de Lisboa de 01/09/1859 lhe alterar o nome (na antiga Freguesia de São Cristóvão e São Lourenço, hoje Santa Maria Maior) e umas Escadinhas da Rua das Farinhas que decorrem  da proximidade à Rua das Farinhas.

Freguesia de Santa Maria Maior (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Maria Maior
(Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Maria Maior

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