A Travessa da Fábrica dos Pentes das manufaturas pombalinas

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Freguesia de Santo António – Placa Tipo II

A Travessa da Fábrica dos Pentes guarda na memória de Lisboa, na zona das Amoreiras,  a Colónia Fabril das Amoreiras que em 1759 o Marquês de Pombal ali instalou.

De acordo com o delineado por Pombal, todas as fábricas dependiam da Junta de Comércio e a fábrica de pentes de marfim foi fundada em 1764, por um francês, de nome Gabriel de La Croix, que depois a passou a um tal Francisco del Cuoco.

O Marquês de Pombal delineou um plano para o Real Colégio das Manufacturas ou Colónia Fabril das Amoreiras determinando a instalação de uma fábrica de sedas, uma de pentes, uma de relógios, e outras de caixas de papelão, de vernizes, de cutelarias, de botões, de lacre e de tapeçarias, para além de aulas de estuque e desenho, fazendo ligação com a fábrica de louça, situada um pouco mais abaixo, no Rato.

Em 1919  (Foto: Anselmo Franco, Arquivo Municipal de Lisboa)

Em 1919
(Foto: Anselmo Franco, Arquivo Municipal de Lisboa)

Ainda hoje subsiste também na toponímia de Lisboa a Travessa da Fábrica das Sedas, na mesma Freguesia de Santo António.

Outras três fábricas pombalinas chegaram também a ser registadas na toponímia alfacinha mas foram alteradas na suas denominações.  A Travessa da Fábrica das Sedas passou por edital do Governo Civil de Lisboa de 05/08/1867 a denominar-se Travessa das Fábricas das Sedas às Amoreiras e, doze anos depois, o Edital municipal de 08/06/1889 tornou-a Travessa das Amoreiras até hoje.

A Calçada da Fábrica da Louça que na primeira metade de Setecentos era a Azinhaga do Rato, depois de ver corrigido o seu traçado passou a ser conhecida como Calçada da Fábrica da Louça, por referência à Fábrica da Louça do Rato e, depois o Edital municipal de 07/06/1924 consagrou neste arruamento Bento da Rocha Cabral (Paradela de Guiães-Sabrosa/29.01.1847 – 29.04.1921/Lisboa), o benemérito que doou parte da sua fortuna e o prédio com o nº 14 neste arruamento para criar o Instituto de Investigação Científica com o seu nome, que foi inaugurado no ano seguinte.

A Rua da Fábrica das Sedas, por Edital municipal de 10 de maio de 1968 passou a designar-se Rua Maestro Pedro de Freitas Branco, na sequência de um pedido da Juventude Musical Portuguesa e do Sindicato Nacional dos Músicos, considerando até que foi no nº 23 desta rua que viveu e morreu o homenageado.

Freguesia de Santo António

Freguesia de Santo António

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