A Rua do poeta diplomata Alberto de Oliveira

Freguesia de Alvalade (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Alvalade
(Foto: Sérgio Dias)

A Rua Alberto de Oliveira, que liga  a Rua António Patrício à Avenida da Igreja, foi fixada pelo Edital municipal de 19 de julho de 1948 na Rua nº 5 do Sítio de Alvalade e liga-se ao percurso lisboeta de Luís Dourdil por aqui ter tido o pintor um atelier no 1º andar do Palácio dos Coruchéus, a partir da década de setenta do século XX.

O Centro de Artes Plásticas dos Coruchéus havia sido iniciado pela edilidade alfacinha na década de setenta garantindo 36 ateliers para artistas plásticos, cada um com uma renda mensal de mil e quinhentos escudos, que era um valor alto para a época.

A Câmara Municipal lisboeta consagrou na toponímia o escritor Alberto de Oliveira, passados 8 anos após a sua morte,e na mesma zona perpetuou os poetas portugueses Fernando Pessoa, Eugénio de Castro, Fausto Guedes Teixeira, Mário de Sá Carneiro, Bernarda Ferreira de Lacerda, Eduardo Vidal, Camilo Pessanha, Branca de Gonta Colaço, João Lúcio, Guilherme de Azevedo, Afonso Lopes Vieira, Florbela Espanca assim como a jornalista e escritora Antónia Pusich, os dramaturgos Fernando Caldeira e António Patrício e a poetisa galega Rosália de Castro.

«Ilustração Portuguesa» 16.11.1903

Ilustração Portuguesa, 16.11.1903

Alberto de Oliveira (Porto/16.11.1873 – 23.04.1940/Porto) formou-se em Direito em Coimbra e seguiu a carreira diplomática que encerrou no posto de embaixador em Londres. Foi também escritor e poeta – Coimbra Amada (1930), Novos Sonetos (1935) ou Vida, poesia e morte (1939) – , para além de ter publicado ensaios como Palavras Loucas (1894), no qual defende o neogarretismo e a recuperação da literatura popular como fonte genuína da cultura portuguesa, ou textos de doutrinação como o volume sobre Eça de Queirós (apenas publicado em 1945) ou as Memórias da Vida Diplomática (1926). Foi ainda assíduo das redações de múltiplos jornais, já que no início dos anos 20 dirigiu o semanário monárquico e integralista Acção Nacional (1921) e se encontram artigos seus no Diário de Notícias, em O Século, O País, Jornal do Domingo, Jornal de Notícias, O Primeiro de Janeiro, nas revistas Branco e Negro ou Atlântida,  para além de ter colaborado com o poeta António Nobre na feitura da revista Boémia Nova bem como na Revista de Portugal, onde privou com Eça.

Luís Dourdil no seu atelier nos Coruchéus  (foto daqui)

Luís Dourdil no seu atelier nos Coruchéus
(foto de Eduardo Gajeiro inserta no blogue Pintor Luis Dourdil 1914-1989)

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