A Avenida dedicada ao pintor José Malhoa

Freguesia de Campolide (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Campolide
(Foto: Sérgio Dias)

Luís Dourdil viu a sua obra adquirida para as coleções particulares de vários bancos, entre eles o BCP – Banco Comercial Português, que tem sede no Porto mas na cidade de Lisboa tem a sua Fundação na Rua Augusta e, o Millennium Investment Banking no nº 27 da Avenida José Malhoa, pelo que escolhemos esta via para incluir na toponímia alfacinha ligada a este pintor da 2ª geração de modernistas.

Este topónimo foi sugerido à Comissão Municipal de Toponímia pelo Museu Provincial de José Malhoa, das Caldas da Rainha, e esta, na sua reunião de 16 de dezembro de 1954 «emitiu o parecer de que o nome de José Malhoa seja atribuído à Rua 25-A do Sítio de Alvalade (a que o vulgo chama: Rua do Centro Cultural).» Dezasseis anos mais tarde, na reunião de 23 de dezembro de 1970, a Comissão apreciou um despacho do Presidente da CML «solicitando parecer sobre a transferência do topónimo que consagrou o nome de José Malhoa, para um arruamento de maior categoria» e finalmente, na reunião de 20 de outubro de 1971 , ao apreciar outro despacho do Presidente da CML «pedindo parecer sobre a denominação do arruamento em construção no prolongamento da Rua Ramalho Ortigão», deliberou a Comissão que «Considerando que a considerável extensão do arruamento, sua localização e importância bem justificam o nome de uma grande individualidade; Considerando ainda que o nome de José Malhoa identifica hoje um pequeno arruamento; A Comissão é de parecer que o arruamento em construção no prolongamento da Rua Ramalho Ortigão, desde o viaduto sobre a Avenida Calouste Gulbenkian, até Sete Rios, se denomine Rua José Malhoa – Pintor/1855 – 1933», o que se concretizou com a publicação do Edital de 8 de janeiro de 1972.

Esta artéria homenageia José Vital Branco Malhoa (Caldas da Rainha/28.04.1854 – 26.10.1933/Figueiró dos Vinhos), diplomado pela Academia Real de Belas Artes que se dedicou ao comércio para se sustentar até que o sucesso de A Seara Invadida, exposta em Madrid em 1881, lhe renovou as esperanças de carreira e o fez aderir ao naturalista Grupo do Leão.  Malhoa produziu sobretudo uma pintura de costumes de que são emblemáticas as suas obras As Cócegas (1904), Os Bêbados (1907), Fado (1910) ou Outono (1918). Em Lisboa, pintou os tetos da sala de concerto do Conservatório Nacional, do Supremo Tribunal de Justiça e do Gabinete Real da Escola Médica de Lisboa, assim como os medalhões do Salão Nobre dos Paços do Concelho de Lisboa (1889). No concurso que a Câmara Municipal de Lisboa abriu em 1887 para um quadro representando A partida de Vasco da Gama para a Índia, o seu esboceto recebeu a primeira classificação entre os concorrentes, sendo nessa ocasião agraciado José Malhoa  com o grau de cavaleiro da Ordem de Cristo (1888). A sua obra está representada no Museu do Chiado, em Lisboa e no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha.

Freguesia de Campolide

Freguesia de Campolide

 

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2 thoughts on “A Avenida dedicada ao pintor José Malhoa

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