O Largo do pintor de arte Júlio Pereira

A casa onde murou Júlio Pereira, na Rua tal e tal e, hoje é o Largo Júlio Pereira (na foto: fulana, beltrano e sicrano)

A casa onde Júlio Pereira morou, no antigo nº 27 da Rua de São João da Praça e hoje, Largo Júlio Pereira 
(na foto, da esquerda para a direita: Troufa Real, Guilherme Parente, gata Noca, Fernanda, Rodrigues Vaz, Sérgio Pombo, Margarida Rato, Lagoa Henriques e Virgílio Domingues)

O Largo Júlio Pereira, formado pelos antigos nºs 23 a 33 da Rua de São João da Praça,  detém este nome desde a publicação do Edital de 24/09/1998 por nele se incluir o prédio com o antigo nº 27 em cujo rés-do-chão residiu o pintor desde o dia do seu casamento.

Largo Julio Pereira cara

Júlio Pereira da Silva (Lisboa/24.12.1922- 13.12.1993/Lisboa), nascido na Rua do Cruzeiro, na Ajuda, e caldeireiro de profissão desde os 15 anos, viveu sempre em Lisboa e a maior parte na antiga freguesia da Sé, onde passou a residir após o seu casamento no ano de 1951.

Em 1958/59 foi para Paris estudar pintura na Academia de La Grande Chaumière e frequentou o curso de História de Arte do Museu do Louvre. A partir de 1962, já Júlio Pereira ia pelos seus quarenta anos, dedicou- se mais à pintura e a si próprio se intitulava pintor de arte, sendo conhecido das tertúlias da Brasileira do Chiado e da Baixa Lisboeta por onde passeava os seus longos cabelos brancos. Por intermédio de Almada Negreiros conseguiu uma colocação nas Bibliotecas Itinerantes da Gulbenkian e, mais tarde foi também bolseiro da Fundação.

Júlio Pereira fez a sua 1ª exposição em 1963,  na Galeria Diário de Notícias e, em 1966 voltou a expor em Lisboa, na Galeria Divulgação. Em 1970 passou a ser pintor a tempo inteiro, confessando influências de Roualt e Chagall, sendo o seu tema recorrente as mulheres, pintadas de todas as formas, em tinta da china, óleo ou pastel, de que é exemplar a série «Capricórnios e o Amor».

Após o 25 de Abril de 1974 participou com mais 47 artistas na execução do Painel da Liberdade, em Belém e, no ano seguinte na exposição «Artistas Contemporâneos e Jerónimo Bosch». Passou também a integrar o Grupo 5 + 1 com João Hogan, Teresa Magalhães, Guilherme Parente, Sérgio Pombo e Virgílio Domingues.

O leão de Alfama, como Lagoa Henriques o alcunhara, está representado na Fundação Calouste Gulbenkian, no Museu do Chiado  e no Museu de Arte Moderna de Luanda.

Freguesia de Santa Maria Maior (Planta: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Maria Maior
(Planta: Sérgio Dias)

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