A Rua da poetisa galega Rosália de Castro

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O Edital de 19 de julho de 1948 trouxe para uma rua de Alvalade a poetisa galega Rosália de Castro.

A Rosália coube a Rua nº 4 do Sítio de Alvalade mas pelo mesmo Edital a edilidade lisboeta consagrou na toponímia os poetas Fernando Pessoa, Alberto de Oliveira, Eugénio de Castro, Fausto Guedes Teixeira, Mário de Sá Carneiro, Bernarda Ferreira de Lacerda, Eduardo Vidal, Camilo Pessanha, Branca de Gonta Colaço, João Lúcio, Guilherme de Azevedo, Afonso Lopes Vieira, Florbela Espanca, assim como a jornalista Antónia Pusich e, os dramaturgos Fernando Caldeira e António Patrício.

Freguesia de Alvalade - Placa Tipo II (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Alvalade – Placa Tipo II
(Foto: Sérgio Dias)

Maria Rosalía Rita (Santiago de Compostela/21.02.1837-15.07.1885/Pádron) é considerada pelos galegos a sua poetisa nacional, por ter escrito na sua língua natal Cantares Gallegos (1863) e Follas novas (1880), tornando-se uma figura do Resurgimento galego no séc. XIX. O Dia das Letras Galegas é celebrado a 17 de maio por ser a data de publicação de Cantares Gallegos. Muitos dos seus poemas são glosas de cantigas populares e Rosalía denuncia a miséria, a pobreza e a emigração massiva a que os galegos se viam sujeitos. Na vaga de emigração portuguesa da década de 60 do séc. XX, Adriano Correia de Oliveira interpretou o «Cantar de Emigração» desta poetisa galega.

Rosalía de Castro também escreveu em castelhano La flor (1857), A mi madre (1863), En las orillas del sar (1884) – uma coletânea de poesias de métrica ousada e inovadora para a poesia espanhola a época – e o romance El caballero de las botas azules (1867), todas consideradas obras do movimento romântico.

Rosalía foi casada desde 1858 com o jornalista galego Manuel Murgia e, desde 1891 que os seus restos mortais estão no Panteão de Galegos Ilustres, em Santiago de Compostela.

Freguesia de Alvalade

Freguesia de Alvalade

 

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2 thoughts on “A Rua da poetisa galega Rosália de Castro

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