A Rua do historiador baiano Pedro Calmon

Em 1952 (Foto: Arquivo Municipal de Lisboa)

Em 1952, na Torre do Tombo, em Lisboa
(Foto: Arquivo Municipal de Lisboa)

O historiador brasileiro Pedro Calmon passou a integrar a toponímia de Lisboa cerca de dois anos após o seu falecimento, pelo Edital municipal de 7 de setembro de 1987, substituindo a antiga Rua Avelar Brotero, em Alcântara.

Este topónimo surgiu na sequência da Comissão Municipal de Toponímia  de Lisboa, na sua reunião de 19 de julho de 1987, ter considerado «que existem em Lisboa duas artérias cujos topónimos consagram, ambos, a figura do ilustre botânico Avelar Brotero, uma delas – a Rua Brotero – situada na freguesia da Ajuda, junto ao Jardim Botânico; a Comissão é de parecer que a actual Rua Avelar Brotero, na freguesia de Alcântara, deverá passar a denominar-se: Rua Pedro Calmon – Historiador e Amigo de Portugal -1902 – 1985», aceitando assim a sugestão feita pela Academia Portuguesa de História para incluir o historiador na toponímia alfacinha.

De seu nome completo Pedro Calmon Moniz de Bittencourt (Bahia – Amargosa/23.12.1902 – 17.06.1985/Rio de Janeiro), foi um historiador brasileiro cuja obra fundamental é a sua História do Brasil, em 7 volumes. Licenciado em Direito desde 1924, construiu uma trajetória como professor universitário, político, historiador e o 3º ocupante da Cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras a partir de 1936.

Docente da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro a partir de 1934 foi quatro anos depois catedrático de direito público constitucional e diretor da Faculdade de Direito, e desta Universidade Federal do Rio de Janeiro foi Reitor de 1948 a 1950 e de 1951 a 1966. Exerceu também como professor na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, no Colégio Pedro II e na Faculdade de Filosofia da Bahia, para além de ser doutor honoris causa  pelas Universidades de Coimbra, Quito, Nova Iorque, San Marcos e  Universidade Nacional do México.

Pedro Calmon foi eleito em 1941 presidente da Academia Brasileira de Letras e seguiu como delegado do Brasil às conferência para o Acordo Ortográfico, realizada em Lisboa. Foi ainda conservador do Museu Histórico Nacional (1925), sócio de mérito da Academia Portuguesa de História, Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e a Academia das Ciências de Lisboa, diretor do Instituto de Estudos Portugueses Afrânio Peixoto e do Liceu Literário Português (1948), vice-presidente do Conselho Federal de Cultura (1967) e, presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil a partir de 1968.

Como político foi deputado estadual do Partido Republicano da Bahia (1927 -1930),  Deputado Federal (1935), ministro da Educação e Saúde (1950 –  1951) e, durante o governo de Juscelino Kubitschek ocupou interinamente a pasta do Ministério da Educação e Cultura.

 

Freguesia de Alcântara (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Alcântara
(Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Alcântara

Freguesia de Alcântara

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