O Largo dos irmãos Stephens do vidro da Marinha Grande

Freguesia da Misericórdia (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia da Misericórdia
(Foto: Sérgio Dias)

O Largo dos Stephens refere-se aos irmãos ingleses Guilherme Stephens e João Diogo Stephens, industriais responsáveis pela Fábrica de Vidro da Marinha Grande, que aqui viveram numa casa construída em 1767, junto com os outros 3 irmãos e, na qual se instalaram oficiais franceses aquando da invasão napoleónica.

Freguesia da Misericórdia - Placa Tipo II (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia da Misericórdia – Placa Tipo II
(Foto: Sérgio Dias)

Guilherme Stephens (Cornualha/20.05.1731 –  11.01.1802/Lisboa) veio para Portugal no tempo do Marquês de Pombal e, começou por explorar alguns fornos de cal em Alcântara, usando carvão de pedra que mandava vir de Inglaterra livre de direitos. Em 1769, instigado pelo Marquês, instalou a sua primeira fábrica  – que John Bearea fundara em 1748 por transferência da Real Fábrica de Vidros de Coina e que entretanto abandonou – , uma indústria de vidros na Marinha Grande que reinaugurou a 7 de Julho como Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande,  aumentando as instalações, o número de operários e dotando-a com os mais aperfeiçoados maquinismos da época. E aqui se iniciou o fabrico de vidraça necessária à reconstrução da cidade de Lisboa que fora arrasada pelo terramoto de 1755. O próprio Marquês de Pombal concedeu-lhe um empréstimo para o efeito, sem juros nem limite temporal de pagamento, podendo até o mesmo ser feitos em cal para obras públicas, a partir dos fornos que possuía em Alcântara.

O irmão João Diogo Stephens (1748- 1826) começou por gerir os fornos de Alcântara quando Guilherme se ocupou da indústria de vidros, vivendo na casa de Lisboa e depois, sucedeu ao irmão na Real Fábrica da Marinha Grande, que legou ao Estado após a sua morte, em 1826.

O olisipógrafo Norberto Araújo refere também que neste Largo viveu Columbano Bordalo Pinheiro, onde faleceu em 6 de novembro de 1929.

Largo dos Stephens por Filipe Folque, na sua planta de 1856 (Arquivo Municipal de Lisboa)

Largo dos Stephens por Filipe Folque, na sua planta de 1856 (Arquivo Municipal de Lisboa)

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