Gulbenkian duplicado

Estátua de Calouste Gulbenkian por Leopoldo de Almeida, 1965, pedra e bronze (Foto: CML)

Estátua de Calouste Gulbenkian nos jardins da Fundação, da autoria de Leopoldo de Almeida, 1965, pedra e bronze (Foto: CML)

Calouste Gulbenkian tem o seu nome perpetuado em duas artérias de Lisboa: uma Avenida que se estende pelas Freguesias de Campolide e de Benfica e, um Largo no Bairro das Furnas, na Freguesia de São Domingos de Benfica.

A Avenida que tem como legenda «Instituidor da Fundação Calouste Gulbenkian/1869 – 1955» nasceu pelo Edital de 18/08/1966 na Avenida compreendida entre a Praça de Espanha e a Avenida de Ceuta, conhecida por prolongamento da Avenida de Berna, a partir de uma sugestão do Rotary Clube de Lisboa e de notícias publicadas no Diário da Manhã (09/09/1962) e em O Século (20/07/1964).

O Largo, fixado 19 anos depois  no largo compreendido entre os lotes 1 a 15 do Bairro das Furnas, com a legenda «1869 – 1955», pelo Edital de 20/08/1985,  deveu-se à comparticipação da Fundação Gulbenkian na execução deste Bairro para realojamento das famílias das casas abarracadas que ali residiam há 40 anos, pelo que até foi inaugurado por ocasião de uma sessão solene evocativa do 28º aniversário da morte de Calouste Gulbenkian, promovida pela Associação de Moradores do Bairro das Furnas.

Calouste Sarkis Gulbenkian (Arménia, Scutari-Instambul/23.03.1869 – 20.07.1955/Lisboa) foi um empresário arménio, licenciado em engenharia (1887), que em Lisboa instituiu a Fundação com o seu nome por disposição testamentária (de 18 de junho de 1953), destinada a fomentar as artes, as letras, as ciências e o pensamento em geral, como prova de gratidão pela hospitalidade recebida em Portugal, para além de ter feito dádivas em peças de arte ao Museu de Arte Antiga.

Calouste Gulbenkian que era por gosto um coleccionador de arte acolheu-se em Portugal em 1942 e acabou por cá ficar até à sua morte, a morar no Hotel Aviz, em Lisboa, acalentando o sonho de reunir sob um mesmo tecto, todas as suas obras dispersas, o que sucedeu quando a sua coleção completa veio para Portugal em 1960, tendo estado exposta primeira no Palácio dos Marqueses de Pombal (entre 1965 e 1969).

Este magnate da indústria petrolífera que desde 1898 era conselheiro económico das embaixadas Otomanas de Paris e Londres naturalizou-se inglês em 1902. Na Turkish Petroleum Company, criada em 1912, ele detinha 15% do capital e passou a ser conhecido como «Senhor cinco por cento» quando em 1913-14 com a reorganização desta Companhia ficou estipulada para si essa quota, que manteve também a partir de 1928, com a assinatura do Red Line Agreement que permitiu a compatibilização dos interesses locais e internacionais sobre a exploração petrolífera no ex-Império Otomano na nova Iraq Petroleum Co. Ltd.

Avenida Calouste Gulbenkian -Freguesias de Campolide e de Benfica (Foto: Sérgio Dias)

Avenida Calouste Gulbenkian – Freguesias de Campolide e de Benfica
(Foto: Sérgio Dias)

Localização do Largo Calouste Gulbenkian na Freguesia de São Domingos de Benfica

Localização do Largo Calouste Gulbenkian na Freguesia de São Domingos de Benfica

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