A Rua do autor da Mãe d’Água das Amoreiras

Freguesias de Arroios e do Areeiro

Freguesias de Arroios e do Areeiro                                                         (Foto: Sérgio Dias)

A Rua Carlos Mardel foi uma das novas ruas da urbanização do Estado Novo na zona que vai do Mercado do Bairro dos Actores ao Areeiro, atribuída por Edital de 25 de novembro de 1929 ao prolongamento da Rua Francisco Sanches, para homenagear o engenheiro militar e arquiteto húngaro que se destacou pelo seu trabalho no Aqueduto das Águas Livres e na reconstrução de Lisboa após o terramoto.

Carlos Mardel (Martell Károly) que morreu em Lisboa em 8 de setembro de 1763, veio para Portugal cerca de 30 anos antes, em 1732 ou 1733, com o posto de capitão-engenheiro e chegou a coronel em 1762. Foi o mais diligente colaborador do engenheiro-mor Manuel da Maia, na construção do Aqueduto das Águas Livres e, também com Eugénio dos Santos, na Casa do Risco das Obras Públicas, na reconstrução da cidade de Lisboa, após o terramoto de 1755. A gaiola pombalina é uma técnica de construção anti-sísmica inovadora para a época que também é atribuída a Carlos Mardel, tal como o desenho da Praça do Comércio, de gosto barroco.

Para além de arquitecto do Aqueduto, no âmbito do qual desenhou a Mãe d’Água e o Arco das Amoreiras, Carlos Mardel foi também em Lisboa o autor dos Chafarizes da Esperança (de 1752, mas concluído por Miguel Ângelo Blasco em 1768), do Rato (1753-54 ) e o da Rua Formosa (1762) , hoje Rua de O Século ou, o chafariz monumental de São Pedro de Alcântara, com 5 bicas, desaparecido com o terramoto. Ainda em Lisboa saliente-se que projetou o Colégio dos Nobres, a casa de Lázaro Leitão na Junqueira e o Palácio da Inquisição no Rossio, bem como em Oeiras o Palácio Pombal.

Nos anos de 1747 e de 1748 D. João V nomeou-o arquiteto das obras dos Paços Reais da Ribeira de Lisboa, da vila de Sintra, Almeirim e Salvaterra de Magos, bem como do Mosteiro da Batalha, da província do Alentejo e das Ordens Militares de S. Tiago e S. Bento de Avis e, a partir do ano seguinte, também medidor das obras das fortalezas da barra e do Castelo de S. Jorge, com um ordenado anual de 153.200 réis.

Retrato a óleo de Carlos Mardel (Foto: António Passaporte, Arquivo Municipal de Lisboa)

Retrato a óleo de Carlos Mardel
(Foto: António Passaporte, Arquivo Municipal de Lisboa)

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