Os 600 anos da Conquista de Ceuta pela toponímia alfacinha

Freguesias de Alcântara, Campolide, Campo de Ourique, Estrela (Foto: Sérgio Dias)

Freguesias de Alcântara, Campolide, Campo de Ourique, Estrela
(Foto: Sérgio Dias)

A conquista da cidade marroquina de Ceuta pelos portugueses, ocorreu nos dias 21 e 22 de agosto de 1415, isto é, há 600 anos, pelo que a tornamos tema deste mês de Agosto.

Os próximos artigos deste mês serão também relacionados com figuras que encontramos na toponímia alfacinha e que participaram na conquista de Ceuta, a saber, o Infante D. Henrique, o Infante Santo (D. Fernando), D. Duarte e Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável.

O monarca da época, D. João I, e pai dos três primeiros homenageados referidos não se encontra na toponímia de Lisboa desde 1948. Por Edital municipal de 31/03/1932 a Avenida nº 21 do projecto aprovado em sessão de 07/04/1928 passou a denominar-se Avenida Dom João I mas, dezasseis anos depois, pelo Edital de 29/07/1948, passou a ser a Avenida Marconi.

Passa também este ano o centenário da atribuição deste topónimo que nasceu como Avenida da Conquista de Ceuta, por deliberação camarária de 4 de março de 1915, por ocasião do 500º aniversário da conquista de Ceuta. E 56 anos depois, pelo Edital de 05/01/1971, a edilidade encurtou o nome para Avenida de Ceuta, artéria que hoje se estende por 4 freguesias: Alcântara, Campolide, Campo de Ourique e Estrela.

A conquista da cidade marroquina de Ceuta, em 21 e 22 de agosto de 1415, por uma expedição comandada pelo próprio rei D. João I, é considerada como momento fundador da Expansão Portuguesa.

Com um exército de cerca de 20 mil cavaleiros e soldados portugueses, ingleses, galegos e biscainhos, incluindo a fina flor da aristocracia portuguesa como os infantes Duarte (o herdeiro do trono), Pedro e Henrique, e o Condestável Nuno Álvares Pereira, zarpou a expedição do porto de Lisboa para o Algarve no dia 25 de julho, apenas atrasada pela morte da Rainha D. Filipa, e de lá largaram nos primeiros dias de Agosto.

Ceuta foi a primeira possessão portuguesa em África, com o principal interesse económico de controlar as rotas marítimas que cruzavam o estreito e as pescas junto à costa atlântica de Marrocos, vantajosa também como oportunidade para combater o corso muçulmano. Acresce que o próprio saque de uma cidade portuária tão rica como Ceuta era apelativo, para além de reforçar a posição política e diplomática do Reino de Portugal perante a Santa Sé, pelo sucesso obtido na guerra aos muçulmanos.

Freguesias deste e do outro e mas aquele

Freguesias de Alcântara, Campolide, Campo de Ourique, Estrela

 

 

 

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One thought on “Os 600 anos da Conquista de Ceuta pela toponímia alfacinha

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