A Rua Dom Duarte

Freguesia de Santa Maria Maior (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santa Maria Maior
(Foto: Sérgio Dias)

Das remodelações urbanísticas operadas pelo desmantelamento do Mercado da Figueira nasceu a Rua Dom Duarte, pelo Edital municipal de 28 de agosto de 1950, passam agora 65 anos.

Da ata da reunião da Comissão Municipal de Toponímia de 3 de novembro de 1949 ficamos a saber que «Começando por visitar o local onde esteve instalado o mercado da Praça da Figueira, para se pronunciar acerca da toponímia do referido local e das ruas circunvizinhas, a Comissão, depois de várias trocas de impressões, resolveu dar o seu acordo às sugestões do Excelentíssimo Vice-Presidente da Câmara [Luís Pastor de Macedo], na reunião anterior. Assim, emitiu o parecer de que o largo onde existiu o mercado da Praça da Figueira, passe a denominar-se Praça da Figueira; que as ruas da Betesga e do Amparo sejam limitadas pela Praça da Figueira e a Praça de Dom Pedro; que o restante troço da Rua do Amparo, compreendido entre a Praça da Figueira e a Rua do Arco do Marquês do Alegrete se denomine Rua João das Regras; que a Rua dos Fanqueiros e dos Correeiros terminem na Praça da Figueira, passando o troço (…) da Rua dos Fanqueiros, compreendido entre a Praça da Figueira e a Rua da Palma, a denominar-se: Rua de Dom Duarte.»

D. Duarte (Viseu/31.10.1391 – 13.09.1438/Tomar), filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, foi o 11º rei de Portugal e o segundo da segunda dinastia, tendo ascendido ao trono com a morte de seu pai em 1433, embora desde 1412 estivesse formalmente associado à governação. Foi cognominado o Eloquente pelo seu interesse pela cultura e pelas obras que escreveu como o Leal Conselheiro e o Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda a Sela. Com o apoio dos seus irmãos, Infantes D. FernandoD. Henrique, e a oposição dos irmãos D. Pedro e D. João, continuou as conquistas em Marrocos iniciadas em Ceuta onde o próprio participara, mas que saldaram pelo desastre militar de Tânger e a consequente morte do Infante D. Fernando no cativeiro. No seu curto reinado, de apenas cinco anos, convocou as Cortes por 5 vezes, alcançou-se a passagem do cabo Bojador por Gil Eanes, e ainda promulgou a Lei Mental, uma medida de centralização para defender o património da coroa.

Edital de 00/00/1950

Edital de 28/08/1950

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