A Rua Júlio César Machado

Ilustração Portuguesa, 18.04.1904

Ilustração Portuguesa, 18.04.1904

Esta artéria que une a Rua do Salitre à Avenida da Liberdade, e que até à publicação do Edital de 27/08/1904 se designava Travessa do Moreira, evoca Júlio César Machado que prefaciou o livro de Ramalho Ortigão intitulado Banhos de Caldas e Águas Minerais (1875).

Placa Tipo II - Freguesia de Santo António (Foto: Sérgio Dias)

Placa Tipo II – Freguesia de Santo António
(Foto: Sérgio Dias)

Escritor e folhetinista, Júlio César Machado (Lisboa/01.10.1835 – 12.01.1890/Lisboa), deixou obra em biografias, contos, crónicas, romances, comédias e dramas, sendo de salientar o constante retrato da vida lisboeta da sua época, de forma humorística, como nos seus dois volumes de A Vida em Lisboa (1858), para além dos guias turísticos Lisboa na rua (1874) e Lisboa de Ontem (1877).

O seu romance Estrela d’ Alva (1850) foi publicado no jornal A Semana em formato de folhetim, com o apoio de Camilo Castelo Branco. Trabalhou mesmo como folhetinista do Diário de Notícias e colaborou também  no Paquete do Tejo, Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, Renascença e Ribaltas e Gambiarras.

Somem-se ainda os romances Cláudio (1852), Estevão (1853), os Contos ao Luar (1861), Cenas da Minha Terra (1862), os livros de viagens Recordações de Paris e Londres (1863) e Do Chiado a Veneza (1867), o ensaio humorístico Da loucura e das manias em Portugal (1871), e com Rafael Bordalo Pinheiro o  Álbum de caricaturas: frases e anexins da lingua portuguesa (1876).

No teatro, traduziu peças do francês, principalmente as de Scribe, e escreveu comédias originais para o Teatro Ginásio, de onde se destacam Os três sapadores (1853), Amigos… Amigos… (1854), A esposa deve acompanhar seu marido (1861), A Senhora está deitada (1873). Foram também suas as biografias dos atores Isidoro, Sargedas, Soller, Taborda e Tasso, bem como o guia Os teatros de Lisboa (1874).

Júlio César Machado também passava os seus tempos de lazer em A-dos-Ruivos, uma aldeia do Bombarral, mas foi em Lisboa, no mesmo dia em que o Governo português recebia o ultimato britânico que se suicidou em conjunto com a mulher, na sequência da perda do filho único.

Freguesia de Santo Anmtónio (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Santo António
(Foto: Sérgio Dias)

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