A Rua Eduardo Brazão

O Palco Revista Teatral, 20.03.1912

Eduardo Brazão por Amarelhe, O Palco-Revista Teatral, 20.03.1912

A ligação de Ramalho Ortigão a Eduardo Brazão prende-se com a preferência de ambos pela estância de veraneio de São Martinho do Porto que ambos frequentaram.

Foi pelo Edital de 12/03/1932, o primeiro documento a criar um Bairro de Atores na toponímia de Lisboa, que a Rua nº 8 do projecto aprovado em sessão de 07/04/1928 consagrou Eduardo Brazão. Os outros foram Ferreira da Silva (na antiga Rua nº 7-A), José Ricardo (Rua 7), Lucinda Simões (Rua 8-A), Ângela Pinto (Rua circular em volta do mercado), Rosa Damasceno (Rua nº 6) com quem aliás Brazão foi casado e, Joaquim Costa (Rua Particular) que havia sido seu colega na Escola Naval.

Eduardo Brazão (Lisboa/06.02.1851 – 30.05.1925/Lisboa), nasceu na Costa do Castelo e viveu na Rua dos Fanqueiros por cima da loja de alfaiate de fardas do seu pai. Na Escola Naval teve como colegas Augusto Rosa e Joaquim Costa que também virão a ser actores. Estreou-se na Companhia do Teatro do Príncipe Real mas no palco portuense do Teatro Baquet, em Trapeiros de Lisboa. Continuou a sua carreira pelo Príncipe Real e pelo Trindade, a partir dos 17 anos. Refiram-se ainda as suas participações em A Mãe dos Pobres (1867) de Ernesto Biester,  A Morgadinha de Valflor (1870) de Pinheiro Chagas, na comédia O Fura-Vida (1871), em Othelo (1882) de Shaskespeare e D. Afonso VI (1890) de D. João da Câmara. Na época, era conhecido por cobrar altos honorários e exigir condições inusitadas. No cinema, integrou os elencos de Rainha Depois de Morta (1910), As Pupilas do Senhor Reitor (1922), O Fado (1923) e Os Olhos da Alma (1925).

Eduardo Brazão foi também foi empresário teatral, com a  Biester, Brazão & Cª e depois, com a Rosas & Brazão, por duas vezes sediado no D. Maria II. A sua récita de despedida foi em 1924 no palco do São Carlos.

Freguesia de Arroios (Foto: Sérgio Dias)

Freguesia de Arroios
(Foto: Sérgio Dias)

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4 thoughts on “A Rua Eduardo Brazão

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